Artesãos voltam à Praça da República

A Associação Paulista dos Expositores da Nova República começou ontem o cadastramento de artesãos para regulamentar a feira de artesanato da Praça da República, com apoio da Secretaria Municipal de Abastecimento. "É um projeto de reconstrução, reorganização e revitalização da praça, um compromisso assumido pela prefeita Marta Suplicy em campanha", afirmou o secretário de Abastecimento, Jilmar Tatto. São esperados até 1.200 expositores. O cadastramento é feito apenas aos domingos, até o dia 18, das 9h às 15h, mas apenas para quem já atuava na feira. Em 23 de novembro de 97, os artistas foram proibidos de trabalhar no local pela Portaria 108/97, publicada pelo prefeito Celso Pitta. Havia um projeto de padronização das barracas, que exigia que todos os expositores usassem uma banca da empresa W.Cita, feita de fibra de vidro. Custaria R$ 800 à vista e R$ 1.200 a prazo. Como não acataram a determinação do projeto foram expulsos. "Não aceitamos por causa do preço alto e porque cada material exige um determinado modelo de espaço. Não dá para usar uma banca para uma pessoa que vende roupa e outra igual para quem lida com pedras, que são bem mais pesadas", disse Elio Moreira, presidente da Associação de Artes Plásticas da Praça. Os artesãos não acataram a proibição e continuaram na praça, mas irregularmente, tendo de pagar propina aos fiscais.De acordo com o resultado do cadastramento dos antigos expositores, a Prefeitura vai avaliar se há espaço para mais gente instalar suas obras. "A própria Prefeitura deve fazer convênio com as univerdades a fim de abrir espaço para estudantes de Artes Plásticas. Quem não tiver espaço aqui, pode ser que tenha em outras praças, como a Benedito Calixto", diz Tatto.

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