Arthur Fogel, o chefão da turnê

Executivo comemora resultados do tour da loira pela América Latina

Jotabê Medeiros, O Estadao de S.Paulo

21 de dezembro de 2008 | 00h00

Um dos chefões da Live Nation, Arthur Fogel, de 54 anos, CEO da empresa, veio de Beverly Hills para o Brasil e acompanha atentamente a turnê de Madonna pela América do Sul. Hospedado no mesmo hotel dos artistas e equipe, é uma espécie de "patrão" de todo o circo da turnê e sua reputação é de um cara durão, não muito receptivo. Mas Fogel falou ao Estado, com exclusividade, primeiro por telefone e depois por e-mail, e comentou sobre a investida da empresa na região."Trabalhei aqui ao longo dos últimos anos, primeiro com o U2 e depois com os Rolling Stones e David Bowie. Sou o produtor e promotor de turnê do U2. Essa é a quarta turnê de Madonna que promovo mundo afora." A artista assinou no ano passado com a Live Nation por US$ 120 milhões, abandonando sua antiga casa, a Warner.Fogel não cita números, mas diz que a excursão dela por Argentina, Chile, Brasil e também México foi muito bem-sucedida financeiramente e está "muito satisfeito" com o resultado. "A América do Sul se tornou muito mais sofisticada em vendas de ingressos e outros aspectos do negócio de shows desde que trabalhei aqui pela primeira vez, em 1990", considera o executivo.Segundo a agência Reuters divulgou no dia 6, a Live Nation será uma das empresas com maior crescimento dos Estados Unidos nesses tempos de crise. Segundo o principal executivo do grupo, Michael Rapino, o bom desempenho - a empresa faturou 9,4% mais do que no ano passado, amealhando US$ 1,59 bilhão - deveu-se ao aumento de eventos e dos shows de arena, como eles chamam os estádios. "Apesar dos tempos desafiadores, milhões de fãs continuam a comprar ingressos para shows ao vivo e a apoiar seus artistas favoritos."

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