Articulação política será reforçada e ganha novos atores

Com mais 27 dias de disputa presidencial pela frente, o comando da campanha de José Serra (PSDB) se dedicará agora a melhorar as articulações políticas pelo País e aparar arestas que ficaram pelo primeiro turno.

Cenário: Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2010 | 00h00

O núcleo político do comitê tucano englobará novos protagonistas que, com suas campanhas já resolvidas no primeiro turno, estão livres para trabalhar na disputa presidencial.

Ontem mesmo já foi articulada uma reunião à noite no Palácio dos Bandeirantes com o presidenciável, o governador Alberto Goldman, o agora senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, e o governador eleito, Geraldo Alckmin.

Ex-secretário da Casa Civil e principal nome da articulação política quando Serra era governador, Aloysio ganha um papel de destaque e passará a ajudar o candidato nos contatos com aliados pelo País.

Reforçará a coordenação política, tocada até agora basicamente pelo presidente do partido, Sérgio Guerra, que ficou sobrecarregado com a tarefa no primeiro turno. Fortalecido com a vitória pelo Senado, Aloysio é conhecido por ser habilidoso articulador.

Alckmin, com quem Serra mantinha uma relação conflituosa, também foi escalado. Além do capital político após a vitória de anteontem no primeiro turno, o governador eleito melhorou sua relação com o presidenciável. Foi um importante colaborador na primeira fase da disputa, quando Serra enfrentou dificuldade com aliados no DEM, no PTB e, inclusive, no PSDB.

A "nova" articulação política apostará ainda no empenho de lideranças tucanas que se fortaleceram no primeiro turno. Entre elas, o governador eleito Beto Richa, que colaborou com o bom resultado de Serra no Paraná, e, principalmente, Aécio Neves. "Aécio será responsabilizado por nossa derrota ou vitória", disse um integrante da coordenação da campanha.

Para demonstrar força, amanhã haverá a reunião ampliada da Executiva Nacional do PSDB em São Paulo. Participarão do encontro senadores, deputados, governadores eleitos, numa demonstração de força pró-Serra.

Independentemente do esforço extra, o comando da campanha avalia que o melhor atrativo é a própria passagem de Serra para o segundo turno. Será natural um realinhamento político em seu entorno. Afinal, a perspectiva de poder sempre muda o cenário.

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