Artistas, políticos e religiosos se unem no Rio contra a guerra

Cerca de 5 mil pessoas participam hoje àtarde de manifestação na orla de Copacabana contra a ameaça deinvasão do Iraque pelos Estados Unidos. O tempo colaborou e o calor das últimas duas semanas diminuiu,permitindo que o número de manifestantes fosse crescendo àmedida em que a passeata seguia pela Avenida Atlântica, do HotelLe Meridien até o Posto 6, do outro lado da praia, na zona sulda cidade.Há artistas como Bete Mendes, Marcos Winter e Joana Fomm,políticos como os deputados Jandira Feghali (PC do B-RJ) e ChicoAlencar (PT-RJ), cientistas como o astrônomo Ronaldo Rogério deFreitas Mourão, estudantes e famílias.Representantes de diversas religiões desfilaram juntoscom a intenção de mostrar que a convivência pacífica é possível.A Arquidiocese do Rio de Janeiro foi representada pelo padreManoel Manangão, um dos vigários episcopais e responsável pelaparóquia da Favela da Rocinha. "A Igreja Católica se fazrepresentar porque o próprio papa João Paulo II já se manifestoucontra a guerra", disse.Apesar de o prefeito Cesar Maia ter negado autorização para apasseata, a manifestação foi tranqüila. Está previsto que, aochegar no Posto 6, no fim da tarde, o público se encontre coma Banda de Ipanema, que também desfilou ontem, dentro daprogramação de Carnaval deste anos.Há também cidadãos norte-americanos dizendo não à guerra,como os professores de inglês Edward Theiry e Bill Aitken, quetraziam cartazes da brigada Mark Twain. "Escolhemos este nome porque Twain foi um grande escritornorte-americano que em suas obras mostrou o ridículo da guerra", disse Theiry, que vive no Brasil há 10 anos.

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