As árvores da Vila Mariana

Carta 19.835 A Sub Vila Mariana não cuida das árvores da região. Há quatro anos fizeram poda radical nas tipuanas do canteiro central da Av. Bernardino de Campos e muitas não sobreviveram. À remoção das árvores sacrificadas não se seguiu o replantio de outras da mesma espécie, para evitar descaracterizar o local. Apesar das denúncias da Assoc. de Moradores e Amigos da Vila Mariana, o descaso com a degradação do paisagismo e da vegetação da avenida é claro. Há cinco anos, o canteiro central da Av. Prof. Noé de Azevedo, entre Lins de Vasconcelos e Rua D. Júlia, foi removido por causa das obras da linha 2 do metrô. Árvores adultas foram sacrificadas e nada foi replantado. A instalação excessiva de guias rebaixadas na Pedro de Toledo, entre a Est. Santa Cruz e a Av. Rubem Berta, levou à remoção de exemplares de alecrim de Campinas, espécie rara na capital e em extinção no interior. Há quatro anos, as obras de um prédio na Al. das Boninas e de outro, na Av. Senador Casemiro da Rocha, ambos próximos da Praça Santa Rita de Cássia, causaram a remoção de pelos menos cinco árvores pelas construtoras. Dezenas de mudas de araucárias foram cirurgicamente removidas da Praça Juca Mulato, ficando essa denúncia também sem resposta pela subprefeitura. O que se vê são pequenos exemplos de um terrível pouco caso com a gestão das raras árvores que restam no bairro, e um quase desrespeito, ao sequer dar respostas à sociedade civil organizada da região no encaminhamento da solução para o maltratado verde do nosso bairro. AYRTON CAMARGO e SILVA Vila Mariana Ver a resposta abaixo. A Sub Vila Mariana responde: "O remanejamento das árvores da Av. Bernadino de Campos foi necessário por causa das suas condições fitossanitárias. Outras espécies, mais adequadas para o espaço, serão plantadas em seu lugar. A avenida passa por mudanças paisagísticas, estando em curso a revitalização do canteiro central, que receberá uma jardineira elevada em substituição aos atuais gradis de ferro e calçamento, para melhorar a permeabilidade do solo e o aspecto visual. As obras devem terminar em 40 dias (resp. de 15/7). No caso do canteiro central da Av. Prof. Noé de Azevedo, a remoção das árvores foi necessária justamente para que se fizesse a obra do metrô. Paralelamente à ação, foi firmado Termo de Compensação Ambiental entre a Secretaria do Verde e Meio Ambiente e o Depave, com plantio de árvores em diversas áreas da região, a fim de cumprir as regras do termo. Não temos nenhum registro de remoção irregular de alecrins de Campinas na Pedro de Toledo. Toda e qualquer intervenção em árvores na cidade deve ser autorizada oficialmente pela subprefeitura. No caso da construção de prédios na Alameda Boninas e na Senador Casemiro da Rocha, que causou a retirada de algumas árvores, a autorização de remoção foi feita pela SVMA e pelo Depave. A Praça Juca Mulato é densamente arborizada, e não há nenhum registro de remoção de araucárias, ainda mais na quantidade relatada. Temos nos preocupado com as áreas verdes da região, e prova disso são as 360 árvores plantadas entre janeiro do ano passado e junho deste ano. Também cuidamos da revitalização de diversas praças e áreas verdes: um bom exemplo é o novo jardim da Vila Clementino, que antes sediava um estacionamento clandestino de veículos. A reforma dos taludes da Avenida Rubem Berta é outra importante intervenção em andamento, que vai fazer grande diferença na região. Ao todo, esta administração cuida de 550 mil m² de áreas verdes, 236 praças e 60 mil árvores - por isso não podemos concordar com as indagações do leitor, quando ele diz que esta subprefeitura não se preocupa com as áreas verdes da região." O leitor comenta: Sou diretor da Associação de Moradores e Amigos de Vila Mariana e agradeço à coluna. Relatei fatos ocorridos há vários anos, e o teor da resposta revela uma postura burocrática, ao responder às questões mas não trazer soluções. Após dois anos de denúncias, o descaso é o mesmo. A preocupação com o canteiro central das Avenidas Bernardino de Campos e Prof. Noé de Azevedo é mentirosa, haja visto o descaso com a remoção das árvores que ali existiam, pois passados mais de quatro anos só replantaram as espécies que ali estavam. Não constataram nada de errado com os alecrins de Campinas da Rua Pedro de Toledo porque as equipes de fiscalização não passaram por lá. Muitos moradores rebaixam as guias para entradas clandestinas de garagens e retiram as árvores. Por que a sub não apresenta a relação das licenças expedidas para esses rebaixamentos, que teoricamente seguem a legislação de uso e ocupação do solo? Correspondência para São Paulo Reclama: e-mails para spreclama.estado@grupoestado.com.br; cartas para Av. Eng.º Caetano Álvares, 55, 6.º, CEP 02598-900 ou fax 3856-2929, com nome, end., RG e tel., a/c de CECILIA THOMPSON, podendo ser resumidas a critério do jornal. Cartas sem esses dados não serão consideradas. As respostas não publicadas serão enviadas pelo correio.

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