As vantagens de cada modalidade do triatlo

 

Filipe Vilicic, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2010 | 17h45

SÃO PAULO - Natação: é o único dos três esportes que trabalha bem os membros superiores, como ombros e braços. Também exercita os músculos de forma uniforme. "Outra vantagem é que o impacto no corpo é quase zero e o risco de lesões é muito baixo, ao contrário das outras modalidades", acrescenta o personal trainer Marcos Paulo Reis, da assessoria esportiva MPR. "O porém é que os atletas encaram esse esporte com mais receio, já que em competições muitas vezes é preciso nadar longe da areia." Segundo Reis, é normal as pessoas sentirem medo na hora de encarar o alto-mar.

 

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Ciclismo: fortifica bem os glúteos. Essa atividade ainda deixa as pernas bem definidas e ajuda a melhorar a capacidade aeróbica do praticante. Mas é um esporte muito suscetível a acidentes. "Tanto em treinos quanto em provas, é comum ver atletas caindo de suas bicicletas", explica Reis. "Outro problema é que o local de treinamento deve ser escolhido cuidadosamente, tendo em conta a segurança e a dirigibilidade." O custo para começar a dar as primeiras pedaladas também pesa contra. Uma bicicleta decente não sai por menos de R$ 5 mil e há modelos de mais de R$ 20 mil.

  

Corrida: no triatlo, é a modalidade que mais queima calorias e traz perda de peso para o praticante. Uma hora de esteira, por exemplo, gasta entre 600 e 800 calorias. O corredor também define bem as pernas, a panturrilha e as coxas, além de desenvolver a capacidade cardiovascular. Das três atividades, porém, é a que mais machuca o corpo do atleta. "Com o aumento do volume e da densidade do exercício vêm lesões na canela, no joelho, no tornozelo", afirma Reis. Não são raros os casos de praticantes que precisam passar por cirurgias e têm de ficar meses sem treinar.

 

Esporte salgado

 

"É um esporte para pessoas das classes A e B", afirma o presidente da Federação Paulista de Triatlo, Frederico Wilche. Só para começar a treinar, um praticante de triatlo desembolsa no mínimo R$ 5 mil com equipamentos, como bicicleta e tênis. "Isso se a pessoa economizar muito, porque o gasto médio é de R$ 20 mil", conta Wilche.

 

O preço de uma bicicleta própria para a prática, por exemplo, vai de R$ 1 mil a mais de R$ 20 mil. Na conta ainda tem de entrar óculos de natação, touca, capacete para ciclismo. "E, depois que a pessoa adquire tudo isso, ainda precisa arcar com as mensalidades de um técnico e de uma academia, consultas com um nutricionista, inscrições nos campeonatos", acrescenta o personal trainer Marcos Paulo Reis. "Outro custo que deve ser levado em conta é o com alimentação. Quem treina gastará uns R$ 400 a mais para comer." 

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