Assaltante não retoma negociações em Campinas

O assaltante que mantém uma mãe e dois filhos reféns em Campinas não retomou as negociações com a polícia à zero hora desta quinta-feira como havia prometido na tarde de quarta-feira. O drama da atendente Mara Sílvia de Souza, de 29 anos, e de seus dois filhos, Thiago e Vitor, de 7 e 9, completou 36 horas à zero hora desta quinta-feira, naquela que pode ser a mais longa negociação policial com reféns da história de São Paulo. O suspeito entrou na casa após assaltar a loja Fênix Games, em uma galeria comercial na rua paralela. Outro homem, um cúmplice, está foragido. Na quarta-feira, a loja estava fechada. Segundo a polícia, a resistência do criminoso seria em razão de ele estar jurado de morte por uma facção criminosa. A presença da irmã dele era esperada na madrugada desta quinta-feira. O major da PM Luciano Casagrande disse, no fim da tarde, que a polícia passou a identificar o invasor como Ivanildo, após mostrar fotos ao menino Murilo, que foi libertado às 16 horas de terça-feira, em troca de um colete à prova de balas. Ele teria passagem por tráfico, formação de quadrilha e roubo. Segundo o major, a estratégia da polícia continuaria a ser a de vencer o criminoso pelo cansaço. Na quarta-feira, o seqüestrador fez quatro contatos com negociadores do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Casagrande informou que o homem chegou a ameaçar as vítimas de morte, mas ?a situação foi controlada?. Segundo ele, Mara se ofereceu para ficar como única refém, o que a polícia não aceitou. As vítimas eram mantidas no quarto do casal, onde a polícia não conseguia contato visual. Na noite da terça, foram cortadas a luz e a água. Depois, ocorreram dez vazamentos de gás, provavelmente como estratégia do criminoso. ?Mas fomos informados de que o botijão está no fim?, disse o major. O bandido encostou móveis nas portas para dificultar a entrada da polícia e permitir um sono rápido durante as madrugadas. O padre Nelson Ferreira, da Pastoral Carcerária, e a advogada Tereza Doro, presidente da OAB Campinas, ofereceram ajuda. Tereza disse que orientaria o rapaz e o acompanharia até a delegacia. ?Mas vamos esperar ele pedir esse tipo de ajuda?, afirmou Casagrande. Solto Enquanto o drama da mãe ainda se desenrolava, Murilo, de 3 anos, o caçula da família, até brincou na frente da casa de vizinhos, no mesmo bairro. O pai da criança, o vendedor de seguros Isnaldo de Oliveira, de 28 anos, chegou à Rua Cnêo Pompeu de Camargo no fim da tarde de terça-feira. Acompanhou as negociações ao lado de PMs por várias horas, mas não falou com a imprensa.

Agencia Estado,

26 Abril 2007 | 00h47

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