Assaltantes de Cotiporã fazem mais um refém e fogem do cerco policial

Bandidos fizeram os frequentadores de um bar de escudos humanos enquanto explodiam e roubavam uma fábrica de joias, no domingo, 30, na região metropolitana de Porto Alegre

Elder Ogliari,

02 de janeiro de 2013 | 19h23

PORTO ALEGRE - Quatro dos oito assaltantes que aterrorizaram a pequena cidade de Cotiporã no domingo, 30, escaparam do cerco policial, fizeram mais um refém e conseguiram fugir para a região metropolitana de Porto Alegre nesta quarta-feira. O quinto ainda pode estar na mata onde o grupo se escondeu. Os outros três morreram em confronto com a Brigada Militar logo no início da perseguição.

A ação da quadrilha surpreendeu os 4 mil moradores de Cotiporã, na serra do nordeste do Rio Grande do Sul. Os bandidos fizeram os frequentadores de um bar de escudos humanos enquanto explodiam e roubavam uma fábrica de joias. Na primeira etapa de fuga levaram sete reféns e enfrentaram uma barreira policial. No confronto, três assaltantes morreram e dois soldados de Brigada Militar ficaram feridos. Cinco dos seqüestrados conseguiram escapar. Na sequência, ainda na madrugada de domingo, o grupo invadiu uma casa de agricultores e levou mais sete reféns para dentro de uma mata. Na tarde daquele mesmo dia, os fugitivos se afastaram e as nove pessoas que estavam no cativeiro saíram da mata. Desde então a polícia vigiava todas as estradas vicinais da área.

Na madrugada desta quarta-feira quatro dos assaltantes invadiram uma casa de uma área rural de Bento Gonçalves, amarraram três pessoas, roubaram dois carros e obrigaram um dos agricultores a seguir com eles. Como um pneu de um automóvel levado na fuga furou, todo o grupo se reuniu dentro do segundo automóvel, que acabou abandonando, junto com o refém, em uma estrada entre os municípios de São Vendelino e Bom Princípio. Os bandidos eram esperados por parceiros em outro veículo e tomaram o rumo de Porto Alegre. O agricultor pediu ajuda em uma borracharia e logo depois foi auxiliado pela Brigada Militar a voltar para casa.

Pela descrição dada pela família agredida, a polícia está convicta de que os quatro fugitivos são do mesmo bando que atacou a fábrica de joias de Cotiporã. Eles estavam sujos quando invadiram a casa dos agricultores e pediram água e comida, indicando que teriam passado alguns dias na mata e atravessado o rio das Antas para chegar à zona rural de Bento Gonçalves e escapar do cerco que havia se formado do outro lado, no território de Cotiporã.

A Brigada Militar mantém uma equipe em Cotiporã para procurar o quinto assaltante e também para transmitir aos moradores uma sensação de segurança. Ao mesmo tempo, passou a tentar acompanhar, por informantes, o deslocamento do veículo usado pela quadrilha, na tentativa de localizar o novo esconderijo dos bandidos.

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