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Assaltantes explodem caixas eletrônicos e matam homem no Paraná

Grupo com 15 homens atirou em destacamento da PM, explodiu três caixas eletrônicos e atirou em veículo que fazia entrega de jornal

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado

05 Outubro 2018 | 12h54

CURITIBA - Um grupo de 15 homens divididos em quatro veículos explodiu na madrugada desta sexta-feira, 5, caixas eletrônicos dos bancos Itaú, Bradesco e Sicoob, em Piên, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). Na fuga, mataram um homem que fazia a entrega do jornal O Repórter no município vizinho de Agudos do Sul.

Antes da ação, o destacamento da PM de Piên foi atacado pelos bandidos. “Eles efetuaram vários disparos na nossa direção”, comentou um policial, que pediu o anonimato.

A Polícia Militar informou que não iria se pronunciar oficialmente sobre o caso e, até as 11h30 desta sexta-feira, a Secretaria Estadual da Segurança Pública e Administração Penitenciária não havia se manifestado oficialmente.

Além dos disparos à unidade policial, a perseguição ao grupo também foi prejudicada pela colocação de 'miguelitos', pequenos artefatos de ferro capazes de furar os pneus das viaturas.

Neilor Pinto, conhecido como “Professor Paraná”, foi morto durante a fuga na rodovia PR-419, no bairro do Leão, em Agudos do Sul. “Ao que consta, ele foi confundido com um policial militar, pois estava em um carro que acabou confundido e infelizmente morreu”, disse o policial.

Em editorial, a direção do jornal, que fica em Fazenda Rio Grande, lamentou a morte.  “Na fuga, passando por Agudos do Sul, efetuaram diversos disparos contra o veículo de um dos nossos colaboradores, completamente inocente em toda a história. Mais conhecido como Paraná, ele não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo. Os roubos ocorreram por volta das 4h11. O assassinato, perto das 5h”. 

O jornalista Pedro Bala, editor do jornal O Repórter e amigo da vítima lamentou a morte. “Era um grande trabalhador, tinha o apelido devido ao seu amor pelo Paraná Clube, tinha a escolinha Professor Paraná, uma grande perda”, lamentou.

O caso está sob a investigação da Polícia Civil, que, pela manhã, já iniciava as buscas pela região, assim como a Polícia Militar. O posto da PM que foi atacado tem dois policiais militares durante 24 horas. 

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