Assaltantes libertam 3º refém no McDonald's em Minas Gerais

Seqüestro começou à 1 hora desta terça; pelo menos três reféns e três assaltantes ainda estão na lanchonete

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

04 de dezembro de 2007 | 16h16

Um terceiro refém foi libertado pelo grupo de assaltantes que está em uma loja do McDonald's desde à 1 hora desta terça-feira, 4, no centro de Poços de Caldas, em Minas Gerais. Wellington do Prado, de 21 anos, foi libertado por volta das 16 horas desta terça. Pelo menos três ladrões e três reféns ainda estão dentro da loja, segundo informações da Polícia Militar da cidade.   A libertação ocorreu após homens do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) acuarem os assaltantes. Por volta de 15h30, uma equipe do Gate invadiu o alojamento em que estavam os assaltantes e funcionários, mas os suspeitos fugiram com os reféns para um banheiro.   Segundo o capitão Alexandre José da Silva, da Polícia Militar, o refém libertado saiu algemado, já que a policia não consegue identificar quem é suspeito e quem é vítima. "Depois que os suspeitos foram obrigados a entrar num cômodo (banheiro) a negociação voltou a funcionar. O Gate já envolveu familiares de autores nessa negociação".   O irmão de Wellington chegou ao local por volta das 15h30. "Ele trabalha no McDonald's há seis meses e fazia o turno da noite, um dos meus irmãos ligou para nos avisar sobre a situação. Estou agoniado, mas temos que aguardar", afirmou Marcos Donizetti do Prado, de 33 anos, irmão de Wellington Batista do Prado. Segundo ele, Wellington saiu de Tapiratiba, na divisa de Minas com São Paulo, e foi atrás de emprego em Poços de Caldas.   Segundo o capitão da PM, o pai de um dos assaltantes também teria chegado à lanchonete e a polícia começa a trabalhar com a hipótese de usar os parentes das vítimas e dos assaltantes nas negociações.   Refém ferida   Uma das reféns, que seria gerente da lanchonete, estava ferida e a suspeita é de que o ferimento tenha sido causado por um disparo feito às 4 horas. "Nosso maior objetivo agora é retirar a vítima ferida", declarou o capitão Alexandre José da Silva, da Polícia Militar.   Desde a madrugada os reféns e os assaltantes estão sem água, luz, banheiro e sem alimentação. Segundo informou o capitão, um assaltante tentava negociar o fornecimento de alimento. Além dos cinco policiais do Gate que estavam na lanchonete, outros 60 PMs, dez policiais civis, dez guardas municipais e equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu participavam das negociações.   A polícia descarta qualquer ligação do caso com suposta tentativa de seqüestro e informou que a intenção dos suspeitos era de assaltar a lanchonete. O seqüestro começou quando os ladrões sofreram um acidente enquanto fugiam da polícia. Eles abandonaram o carro em que estavam a 50 metros da lanchonete e invadiram a loja, onde estavam funcionários da segurança e da limpeza.   Pelo menos oito grandes lojas e um banco, além dos pequenos comerciantes ao redor da lanchonete, fecharam seus estabelecimentos nesta manhã. Ainda de acordo com a PM, pelo menos 500 pessoas acompanhavam, curiosas, as negociações para o fim do seqüestro.

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