Assaltantes libertam um dos seis reféns em Poços de Caldas

PM considera que situação está sob controle; pelo menos três ladrões e quatro reféns continua na lanchonete

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

04 de dezembro de 2007 | 12h39

Uma pessoa que era mantida refém em uma loja do McDonald's em Poços de Caldas, em Minas Gerais, foi libertados pelos supostos assaltantes que invadiram a lanchonete por volta da 1 hora desta terça-feira, 4. "A situação está sob controle. Prova disso é que os reféns estão sendo libertados", afirmou o tenente-coronel Luiz Carlos Lima, da Polícia Militar da cidade.   Às 12h30, um negociador do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) conseguiu um contato visual com os supostos assaltante. Segundo informações da PM, ainda havia três suspeitos e quatro reféns em um alojamento de funcionários localizado no segundo andar da lanchonete.   O capitão Alexandre José da Silva, do Gate, informou que uma das reféns, supostamente uma gerente da loja, foi ferida no braço. Apesar disso, ele não confirmou se o ferimento teria sido causado por um disparo de arma de fogo. Até por volta das 13 horas, o Gate negociava a retirada dessa refém do estabelecimento.   Por volta das 9h30 desta terça, dois dos quatro assaltantes se renderam. Apesar disso, o restante do grupo continuou no interior do loja. Os policiais militares continuam negociando com os assaltantes, mas não há confirmação sobre o número exato de reféns.   Segundo informações preliminares da PM, seis pessoas foram feitas reféns durante a madrugada. Com isso, quatro ainda estariam em poder dos assaltantes. Um gerente do McDonald's em São Paulo foi até a cidade mineira para ajudar nas negociações entre policiais e assaltantes.   As duas pessoas que saíram da lanchonete por volta das 12 horas desta terça teriam menos de 18 anos. Uma delas seria um dos funcionários do McDonald's e a segunda seria um dos assaltantes. O seqüestro começou quando os ladrões sofreram um acidente enquanto fugiam da polícia. Eles abandonaram o carro em que estavam a 50 metros da lanchonete e invadiram a loja, onde estavam funcionários da segurança e da limpeza.   Pelo menos oito grandes lojas e um banco, além dos pequenos comerciantes ao redor da lanchonete, fecharam seus estabelecimentos nesta manhã. Ainda de acordo com a PM, pelo menos 500 pessoas acompanhavam, curiosas, as negociações para o fim do seqüestro.

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