Assaltantes que fazem reféns em Lisboa podem ser brasileiros

Dois homens invadiram banco português no início da tarde e fizeram três reféns; polícia tenta negociação

Efe,

07 Agosto 2008 | 17h04

Dois homens armados tomaram como reféns, desde o início da tarde desta quinta-feira, 7, dois empregados de uma agência do Banco Espírito Santo (BES) em Lisboa. Segundo a reportagem da TV SIC Notícias, os assaltantes seriam brasileiros.   De acordo com informações da agência oficial Lusa e da TV Sic Notícias, a informação da quantidade de assaltantes e reféns no banco foi confirmada pela polícia. Agentes estão no local e mantém aberta a negociação. Um repórter da emissora de rádio "TSF" entrevistou a empregada de limpeza do banco, a qual confirmou que pelo menos dois funcionários estão entre os reféns.   Os assaltantes entraram no banco após as 15 horas (horário local), quando a agência já estava fechada, pelo que acredita-se que os reféns, sejam funcionários da entidade. Assim que os bandidos entraram no banco. Três pessoas foram feitas reféns, mas uma mulher de 52 anos que sofreu "uma crise nervosa", segundo uma fonte do serviço de emergência médica (INEM), foi libertada.   Os policiais não esclareceram se a refém liberada era funcionária do banco ou cliente, mas sabe-se que o gerente da filial do BES é Mulher. Florbela Carrilho, comissária da Polícia de Segurança Pública (PSP), confirmou que prosseguem as negociações com os assaltantes, mas disse que, "por razões de segurança", não podia revelar o número de assaltantes ou de reféns.   Segundo a fonte policial, o processo de negociação pode ser "longo e complicado". Enquanto isso, chegaram ao banco dispositivos da Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da Polícia Judiciária. A DCCB é encarregada da investigação de diversos crimes, entre os quais o seqüestro ou tomada de reféns, e conta com pessoal com preparação específica para as negociações.   Toda a zona perto da Rua Marquês de Fronteira e Campolide, onde está a filial, permanece isolada pelas forças do Grupo de Operações Especiais (GOE), que se posicionaram em alguns telhados dos edifícios próximos. Forças da Polícia retiraram todos os veículos estacionados na zona e também permanecem fechados os estabelecimentos próximos.   O trânsito foi interrompido e nos arredores da filial é possível ver membros da Polícia de Segurança Pública (PSP) com coletes à prova de balas. Também foram mobilizados vários veículos de assistência médica de emergência e funcionários de saúde equipados com coletes à prova de balas, confirmou a imprensa local.

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