Assalto a ônibus cresceu 31% no Rio

O número de assaltos a ônibus que circulam no Estado do Rio de Janeiro cresceu 31% em 2002, segundo estudo da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetransporte), que comparou agosto do ano passado com o mesmo mês deste ano.A média mensal de roubos aos coletivos também subiu de 329 nos últimos cinco meses do ano passado para 417 nos primeiros cinco meses deste ano. A Fetransporte não tem cálculo do total de vítimas fatais dos assaltos nem do prejuízo acumulado com as ocorrências.Segundo a federação, as perdas são pequenas porque, na maioria dos casos, os ladrões preferem roubar os passageiros e levam apenas os trocados que ficam com o cobrador, porque a maior parte do dinheiro fica guardado em um cofre do ônibus."Mas existe um prejuízo grande para a credibilidade e confiabilidade do transporte. É abstrato, mas acaba se tornando concreto, porque as pessoas evitam o serviço e deixam de andar de ônibus", lamenta o superintendente da Fetransporte, Luiz Carlos de Urquiza Nóbrega.A federação faz estimativas de quanto é perdido com as depredações e incêndios dos coletivos. Segundo este levantamento, apenas neste ano (até outubro), as empresas perderam R$ 5,3 milhões com a destruição dos ônibus do Rio, um crescimento de R$ 3 milhões em relação ao prejuízo do ano passado. "Isso dá uma idéia clara de que a violência está aumentando", explica Nóbrega.O superintendente da Fetransporte afirma que não há muito o que as empresas possam fazer para reduzir a destruição e os assaltos, além de apelar para as autoridades policiais. "Já procuramos as autoridades e pedimos mais blitze nos ônibus. Acho que eles já estão trabalhando, mas não conseguem evitar esses episódios porque a criminalidade está crescendo em toda a cidade", diz.Segundo ele, além dos assaltos e depredações, há ainda um problema adicional: a agressão contra os motoristas e cobradores. "Eles são humilhados e agredidos diariamente. São vândalos que se recusam a pagar a passagem, que gritam e que, às vezes, até agridem fisicamente os rodoviários", conta. "Hoje, a principal reivindicação da classe dos rodoviários deixou de ser o salário e passou a ser a necessidade de mais segurança para poder trabalhar em paz", acrescenta Nóbrega.

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