Assalto frustrado deixa mortos e feridos

Horas depois da tentativa de assalto na estação Lapa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), à Rua Jonh Harrison, na lapa de Baixo, zona Oeste, no início da noite de ontem, policiais do 7º DP Lapa ainda têm uma série de dúvidas sobre o fato. Um dos mortos era segurança empresa Protege, que estava retirando malote com dinheiro e passes, outro era um dos assaltantes, mas o terceiro tanto poderia estar envolvido na tentativa de roubo como ser transeunte. Outra dúvida é o fato de os demais terem roubado um carro para fugir, quando, geralmente, nesse tipo de delito, costuma haver um auto esperando os criminosos. Segundo testemunhas um homem, posteriormente identificado como Edson Batista Moraes, de 24 anos, estava distribuindo panfletos à saída da estação, onde diariamente passam cerca de 34.600 passageiros. Em meio ao movimento, três funcionários da Protege deixaram a tresouraria da estação em fila indiana. O do meio levava o malote. Quando passaram, Edson, sacando de uma arma gritou: "Solta esse malote!". Ao mesmo tempo, à frente dos seguranças surgiu um homem disparando uma metralhadora.Edson foi o primeiro a ser baleado. O segurança que estava à frente, Elias Gomes, de 37 anos, disparou na direção do homem da metralhadora, mas foi atingido no peito. Os colegas consguiram correr e entrar no carro-forte. Além de Elias e Edson, também morreu José Alves de Lima, de 49 anos, que ainda não se sabe se seria um dos assaltantes.Na fuga os marginais começaram a disparar contra os transeuntes. "Um homem olhou para mim e dizendo que eu estava muito devagar atirou contra minha perna", comenta Juscineide da Luz Brito, de 20 anos. A bala transfixou sua perna esquerda e ele deverá ser submetida a cirurgia nos próximos dias. Também foram baleados Valmira Oliveira Souza, de 34 anos, na mão e na perna, Emiko Mizuno, nas costas, e um rapaz que não compareceu à delegacia, atingido nas nádegas.Com o assaltante morto foi encontrado o documento de um Fiat que poderia estar nas proximidades para fuga. Isso pode justificar a ação de dois dos comparsas que assaltaram um advogado e seu motorista e roubaram uma Marajó, com a qual fugiram. Esse veículo foi abandonado próximo à ponte no início da Via Anhanguera. O delegado João Batista Filiogônio, do 7º DP, instaurou inquérito de "roubo tentado, latrocínio, resistência e morte". Entre as pessoas ouvidas por ele, Miriam Barbosa Santos, de 35 anos, foi salva por um frasco de desodorante que estava em sua bolsa. A bala disparada pelo assaltante ficou cravada ali e não a atingiu. Testemunhas afirmam que havia um auto Pálio nas proximidades, apenas com um rpaz ao volante. Ele poderia ser o piloto que aguardava os comparsas para fugir. Ainda não foi localizado pela polícia, que continua diligenciando na região do assalto e nas proximidades de onde veículo foi abandonado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.