Assaltou, ficou em coma e se converteu

Ricardo da Silva decidiu se tornar evangélico no trem para Suzano

O Estadao de S.Paulo

05 de julho de 2008 | 00h00

Ricardo Almeida da Silva, de 29 anos, mora em Suzano, na Grande São Paulo, e desde 2004 prega nos trens da CPTM no caminho de casa ao trabalho, no centro de São Paulo. Viciado em drogas na década de 90, se tornou traficante em 1998 e praticou assaltos à mão armada nas ruas do centro.No final do ano 2000, depois de cometer um roubo, tomou dois tiros à queima-roupa da polícia, um deles no maxilar, e ficou entre a vida e a morte, em estado de coma, na Santa Casa de Santa Cecília, no centro. Logo que melhorou, em janeiro de 2001, na véspera da megarrebelião do Primeiro Comando da Capital (PCC), saiu do hospital direto para a Casa de Detenção. "Se, no hospital, minha situação já seria difícil, sobreviver no sistema prisional, sem que médicos e remédios pudessem entrar para me atender, foi um milagre" diz. Depois de cumprir três anos de pena em regime fechado, saiu da penitenciária e se tornou evangélico nas idas e vindas com os pregadores no trem para Suzano. "Minha mulher ouviu meu depoimento, mudou de vida, e nos casamos. Meus pais e meus cinco irmãos também se converteram, ao verem a transformação que sofri", conta Silva.Há dois anos, procurando emprego, encontrou o empresário Oseas Alves de Souza, também evangélico e dono de uma joalheria no centro da cidade, que o contratou para o emprego. "Soube somente depois que ele era ex-presidiário. Mas ele já havia conquistado minha confiança. É um funcionário excelente", diz Souza.

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