Assassinado diretor de presídio de Mauá; PCC é suspeito

Diretor-geral do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mauá, no ABC paulista, Wellington Rodrigo Segura, de 31 anos, foi assassinado a tiros, às 19 horas de sexta-feira. A diretora de Recursos Humanos da unidade, Marilene Maria da Silva, de 25 anos, também foi baleada e levada para o Pronto-Socorro Nardini, que fica na mesma cidade. Segundo a polícia, ela não corre risco de morte.Até a madrugada deste sábado as polícias civil e militar, da região do ABC paulista, afirmavam não haver nenhuma novidade com relação às diligências para identificar e localizar os autores do atentado.O sistema prisional entrou em alerta após o assassinato. Mensagens eletrônicas foram repassadas para outros diretores-gerais de presídios e para sindicalistas, representantes dos agentes penitenciários. Os textos pediam para todos redobrarem a cautela.O assassinato foi registrado no 1º Distrito Policial de Mauá. A Polícia Civil não descarta a hipótese do atentado ter sido cometido por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O CDP de Mauá é dominado por detentos da facção. O delegado Renato Gomes Camacho afirmou que Wellington, assim como outros funcionários de presídio, recebia ameaças todos os dias. ?Isso acontece sempre com quem trabalha nessa profissão?, argumentou o policial.Camacho disse ainda que toda a Polícia Civil do ABC e da capital está empenhada em prender os autores do assassinato. Uma equipe da Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) também esteve na noite de sexta-feira em Mauá para auxiliar nos trabalhos de apuração. Os policiais investigam o PCC desde 2001.O crimeO crime aconteceu na frente do número 252 da Rua Maurílio Ângelo Lorenzini, no Jardim Santista. Wellington e Marilene estavam no carro oficial da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), uma Parati. O veículo estava estacionado na frente da casa dela. Há informações de que três homens fortemente armados chegaram ao local em uma outra Parati, de cor preta.Eles desceram e foram logo atirando no diretor do presídio. Wellington levou cinco tiros de fuzil e de pistola .40. Morreu no local. PMs da 3ª Companhia do 30º Batalhão de Mauá foram avisados por meio de rádio e socorreram Marilene.Fontes do sistema prisional disseram ao Estado que Wellington era linha-dura e costumava maltratar os presos. ?Quando chegavam, ele costumava recebê-los armado, dava tapas e tirava sarro. Isso pode ter gerado uma revolta?, disse um agente penitenciário. Wellington estava na direção-geral do CDP, o primeiro com construção vertical do Estado, desde fevereiro do ano passado. A unidade foi inaugurada em 28 de setembro de 2004 pelo então secretário da Administração Penitenciária Nagashi Furukawa e pelo ex-governador Geraldo Alckmin. Tem capacidade para 573 presos, mas abrigava, ontem, 713.

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