Assassinado homem que apurava morte da filha

O comerciante Benedito Roberto Lugli, de 55 anos, foi assassinado ontem, às 7 horas, com dois tiros na cabeça na porta de sua casa, na Rua Roma, na Lapa, zona oeste de São Paulo. Segundo a polícia, nada foi roubado. Testemunhas disseram que dois homens em um Gol prata se aproximaram da vítima e um deles, sem dizer nada, atirou. Lugli morreu no local. O caso foi registrado como homicídio, mas investigadores acreditam em vingança, possivelmente do ex-genro de Lugli, que ontem foi chamado para depor no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). No ano passado, a policial militar Patrícia Lugli, de 31 anos, única filha da vítima, foi encontrada enforcada na loja da família, na Vila Leopoldina, na mesma região. Parentes do comerciante disseram ontem à reportagem que ele estava investigando sozinho a morte de Patrícia, que estava separada do marido. "Não acredito que minha mãe tenha se suicidado", contou Brunna, filha da soldado da PM. De acordo com a polícia, Patrícia chegou a fazer quatro boletins de ocorrência contra o ex-marido por agressão poucos meses antes de morrer, em agosto. Dois deles foram registrados no 91º DP (Ceasa) e os outros dois no 33º DP (Vila Mangalot). Parentes de Patrícia disseram que o comerciante nunca se conformou com a morte da filha. "Apesar de o inquérito não ter sido encerrado, ele buscava o assassino de qualquer forma. Nunca acreditou em suicídio", disse um parente. O enterro será realizado hoje, às 14 horas, no Cemitério do Jaraguá.

Camilla Haddad, O Estadao de S.Paulo

01 Julho 2009 | 00h00

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