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Assassinato de executivo do Bradesco pode ser encomenda

A polícia do Rio investiga se o assassinato do executivo da Bradesco Seguros João Fernandez Muniz, responsável pelo setor de avaliação de seguros de automóveis, foi encomendado por pessoas que tiveram interesses contrariados por decisões dele. Uma possibilidade é que o mandante seja despachante ou mesmo um funcionário da própria seguradora que obtivesse vantagens com a liberação de seguros e que tenha sido prejudicado por uma análise de Muniz, superintendente-chefe de sinistro de autos. O delegado Ricardo Teixeira, que apura o caso, vai convocar para depor funcionários da empresa que possam relatar se ele havia dado algum parecer que tenha desfavorecido alguém.Num dos bolsos de Muniz ? morto, na manhã de terça-feira, com seis tiros, disparados por um homem numa motocicleta ?, foiencontrado um bilhete, escrito à mão, com os seguintes dizeres: ?Vocês se meteram com gente da pior espécie. Vocês e seus familiares estão correndo sério risco?. No verso do papel, lê-se: ?Estou levantando a vida de cada um de vocês, assim como vocês estão fazendo com a minha família.? O bilhete será enviado para perícia. O delegado quer saber se a letra era do próprio superintendente. Neste caso, poderia ser uma resposta dele a uma ameaça ? segundo a polícia, ele vinha sofrendo intimidações ultimamente. Outra pista é uma reportagem sobre fraude em pagamento de seguro, que também estava no bolso dele. A polícia quer saber se o caso retratado tem a ver com o trabalho do executivo.No carro de Muniz, foi encontrada uma pasta com processos relativos a seguros. Num deles, segundo Ricardo Teixeira, havia a inscrição ?envio para investigação urgente?, o que pode significar que ele tenha negado a cobertura. O delegado quer saber qual era o valor do seguro. Teixeira poderá pedir a quebra de sigilo telefônico e bancário de Muniz. O Disque-Denúncia (21-2253-1177) recebeu ontem três telefonemas de pessoas que passaram informações sobre o crime.A Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) informou que mantém contato com as seguradoras, entre elas aBradesco Seguros, por conta do grande número de casos de fraudes. O golpe dos carros ?salvados?, veículos ?frios? que são regularizados graças a documentos legais de carros batidos ou roubados, é um deles.O corpo de Muniz foi enterrado ontem de manhã no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul. O sepultamento foiacompanhado por cerca de 200 pessoas ? familiares, colegas de trabalho e amigos de Muniz. Todos estavam muito abalados enão quiseram dar declarações.

Agencia Estado,

07 de julho de 2004 | 18h23

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