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REUTERS/Nacho Doce
REUTERS/Nacho Doce

Assassinato de jovem gay brasileiro gera protestos na Espanha

Samuel Luiz Muñiz, de 24 anos, foi espancado até a morte no último fim de semana; polícia espanhola diz ter prendido três jovens suspeitos pelo ataque de homofobia

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2021 | 14h38
Atualizado 07 de julho de 2021 | 11h48

O assassinato de um jovem homossexual brasileiro causou forte comoção na Espanha, onde importantes manifestações foram realizadas nesta segunda-feira, 5, para denunciar o crimeSamuel Luiz Muñiz, de 24 anos, foi espancado até a morte no último fim de semana. No início desta tarde, três jovens de 20 a 25 anos foram presos na cidade de La Coruña pelo assassinato homofóbico, de acordo com a polícia espanhola.

"A investigação continua aberta até o total esclarecimento dos fatos. Não estão descartadas mais detenções nas próximas horas", afirmou o órgão em uma publicação nas suas redes oficiais.  

A vítima, que trabalhava como auxiliar de enfermagem, foi encontrada inconsciente perto de uma boate em La Coruña, no noroeste da Espanha, após ser espancada. Os serviços de resgate não conseguiram reanimar Samuel e ele morreu na manhã de sábado, segundo a mídia espanhola.

"Justiça para Samuel. Homofobia e fascismo são o mesmo", dizia a gigantesca faixa carregada pelos manifestantes, que iniciaram uma marcha nesta segunda-feira à noite na famosa Puerta del Sol em Madrid, observou a AFPTV. 

Cerca de 4 mil pessoas se reuniram para protestar na Puerta del Sol, algumas com a bandeira do Orgulho, convocadas por inúmeros grupos LGBTQI+, exigindo "justiça para Samuel", como gritavam os participantes.

"Não são espancamentos, são assassinatos", gritou a multidão. Faixas exibiam frases como "Acabem com a homofobia", "Tudo o que me importa é viver" ou "Eles estão nos matando". 

Desde sua morte, seus parentes relataram que se trata de um crime homofóbico, que ocorreu logo após a Semana do Orgulho na Espanha. 

Também foram realizadas marchas em outras cidades do país, como La Coruña, onde se reuniram várias centenas de pessoas, segundo fotos e vídeos postados nas redes sociais. 

Na segunda-feira, o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, indicou que até o momento não havia presos e que “nenhuma hipótese está excluída, nem o crime de ódio, nem qualquer outro". 

"Espero que a investigação da @police em breve encontre os autores do assassinato de Samuel e esclareça os fatos. Foi um ato selvagem e cruel. Não vamos dar um passo atrás em direitos e liberdades. A Espanha não vai tolerar isso", tuitou na noite desta segunda-feira o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez./AFP

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