Assassinato de jovem será julgado por 2 tribunais e corre risco de ficar impune

Numa decisão inédita da história do Poder Judiciário, o assassinato de Vanessa Batista de Freitas, de 22 anos, violentada e morta em 19 de agosto de 2006 em Guarulhos, na Grande São Paulo, será julgado em dois tribunais distintos e terá dois grupos diferentes de réus. Mesmo assim, esse caso poderá ficar impune.A Polícia Civil não conseguiu produzir provas técnicas para apontar a autoria do crime. Peritos não encontraram espermatozóides nos órgãos genitais da vítima e não foi possível fazer exame de DNA que pudesse identificar o criminoso.De um lado, serão julgados no Tribunal do Júri de Guarulhos os réus Renato Correia de Brito, de 24 anos, Willian César de Brito Silva, de 28, e Wagner Conceição da Silva, de 25 anos. De outro, será levado à Vara da Infância e Juventude, na mesma cidade, Leandro Basílio Rodrigues, de 19 anos, apontado pela polícia como o Maníaco de Guarulhos.Os três primeiros réus foram presos no dia do assassinato porque Renato confessou o crime e ainda apontou os outros dois rapazes como co-autores. Ambos negaram. Renato alegou ter confessado sob tortura. Eles ficaram presos 2 anos e 15 dias e foram soltos no último dia 3, após outra confissão. Dessa vez, a de Leandro Rodrigues.O Maníaco de Guarulhos foi preso por outro homicídio, mas confessou outros crimes, inclusive o assassinato de Vanessa.Em 2006, quando Vanessa foi morta, Rodrigues era menor. Por isso, ele será julgado na Vara da Infância. Segundo a Polícia Civil, vários indícios pesam contra Rodrigues, mas não há prova. Se Rodrigues negar a autoria do crime, como fizeram os outros três, o caso pode ficar impune.O homem acusado de ser o Maníaco de Guarulhos confessou, segundo a polícia, o assassinato de 18 pessoas. A seqüencia de delitos do assassino confesso começou em Belo Horizonte.

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