Assassino confessa morte de milionário

Após denúncia anônima, jovem diz ter matado ganhador da Mega-Sena

Tatiana Fávaro, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2008 | 00h00

A Polícia Civil de Limeira (a 151 quilômetros de São Paulo) prendeu ontem Diego Sebastião dos Santos, de 21 anos, que confessou ter matado com um tiro no peito, na noite do dia 16, o comerciante Altair Aparecido dos Santos, de 44 anos, um dos 14 ganhadores de um prêmio de R$ 16 milhões da Mega-Sena em maio do ano passado. De acordo com o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), João Batista Vasconcelos, a polícia chegou a Santos por meio de denúncias anônimas. Fugitivo da penitenciária Professor Ataliba Nogueira, em Campinas, Santos já foi condenado a 13 anos de prisão por dois casos de roubo, cumpriu três anos e fugiu do presídio no dia 4 de outubro. Na Delegacia Seccional de Limeira, o detento afirmou estar arrependido. "Peço desculpas à família do rapaz. Não queria arrancar uma vida." O criminoso contou que pretendia assaltar a residência de Altair dos Santos, no Condomínio Residencial Portal das Flores. "Atirei porque ele (Altair) reagiu." À polícia, Santos disse que não atirou para matar, mas para advertir a vítima. Aos jornalistas, contou que o comerciante ao reagir pegou um cabo de vassoura e caminhou em sua direção ao vê-lo armado. A polícia, porém, não dá o caso como encerrado. Ontem, os investigadores foram ao local do crime acompanhados de Santos para reconstituir a versão do assassino. A arma do crime, um revólver calibre .32 não foi encontrada. Santos diz ter jogado o revólver num matagal próximo da chácara da vítima. Também foi realizada uma acareação entre Santos e o aposentado Dorgival Bezerra de Oliveira, de 52 anos, que num primeiro momento foi apontado como suspeito da autoria do assassinato pela família da vítima, por causa de desentendimentos por conta do prêmio. "Num primeiro momento, eles demonstraram não se conhecer", afirmou o delegado. Os investigadores não descartam que haja outros envolvidos no crime, nem a hipótese de vingança.

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