Assassino 'crucifica' vítima de 16 anos no Mato Grosso do Sul

Esse já é o terceiro caso do gênero em Rio Brilhante; Polícia Civil não tem qualquer pista sobre criminoso

João Naves de Oliveira, especial para o Estado,

07 Outubro 2008 | 20h36

Assassinatos com marcas de fanatismo religioso, estão tirando a tranqüilidade da cidade de Rio Brilhante, a 161 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Nesta terça-feira, 7, uma garota de 16 anos foi encontrada morta com os pés juntos e os braços abertos em forma de cruz. Estava com as costas para cima e nua na parte superior do corpo, em um loteamento ainda sem casas construídas.   É o terceiro caso do gênero ocorrido este ano no município. Tudo começou no dia 24 de julho, quando Catalino Gardena, 30 anos, foi encontrado morto em um terreno baldio da área central, com uma facada cravada no peito, provavelmente a mesma utilizada pelo assassino para escrever no tórax da vítima as letras INRI. Segundo a Bíblia Sagrada, as iniciais significam Jesus Nazareno, rei dos judeus.   Em 24 de agosto, Letícia Neves de Oliveira, 22 anos, também foi encontrada morta na posição de crucificação. O corpo estava totalmente despido, sobre um túmulo do Cemitério Municipal, e tinha sinais de asfixia no pescoço.   A Polícia Civil não tem qualquer pista sobre os já popularmente chamados de ataques do "maníaco da cruz", segundo disse o delegado Elias Pereira Soares. "Só pode ser obra de alguma seita satânica".   As vítimas, conforme depoimentos de familiares, saíram na noite anterior e não retornaram. Eram pobres, moravam na periferia da cidade em casas humildes, não têm passagem pela polícia e todas foram consideradas por conhecidos pessoas de boa índole.

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