Assassino da menina achada em mala no PR é identificado

Ex-presidiário por homicídio e estupro é apontado como responsável pela morte de Rachel, de nove anos

Júlio Cesar Lima, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2008 | 13h21

O ex-presidiário Jorge Luiz Pedroso Cunha, de 52 anos, que cumpriu pena durante 18 anos pelos crimes de homicídio e estupro, no Paraná, é o assassino de Rachel Maria Lobo de Oliveira, de nove anos, encontrada morta dentro de uma mala na estação rodoferroviária de Curitiba na madrugada de quarta-feira, 5. A foto com o nome do criminoso foi divulgada neste sábado, 8, em Curitiba, pela Polícia Civil do Paraná, que também creditou a ele passagens por falsificação de documentos e atentado violento ao pudor. A polícia identificou acusado por conta de dezenas de depoimentos colhidos nos últimos dias, inclusive de um vendedor, que teve seu nome não divulgado, que lhe vendeu a mala utilizada para colocar Rachel dentro. Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Homicídios de Curitiba, Jaime Luz, o assassino é perigoso e mostrou paciência e frieza para abordar Rachel e a levar até o local - que precisa ser esclarecido - onde cometeu os abusos sexuais e o assassinato. Libertado em 2006, Cunha já se envolveu em outros crimes de natureza sexual. "Existe um mandado de prisão expedido contra ele no ano de 2007 por atentado violento ao pudor, contra um menino que morava no litoral do estado", afirmou. Conforme o levantamento feito pela polícia, Cunha é separado e tem três filhos maiores de idade. "Normalmente esse tipo de criminoso é pacato em casa, principalmente com filhos". Apesar de não fazer uma ligação direta entre os fatos, a polícia ainda analisa os dados do computador de Rachel, que mantinha uma página no site Orkut. "Estamos avaliando esse material, mas tudo indica que ele a abordou na rua. Ele sabia da rotina dela e pode ter iniciado algum tipo de conversa até ganhar a confiança dela. Isso pode ter acontecido em uma ou duas semanas", disse. Estudante do Instituto de Educação Erasmo Pilotto, Rachel vinha mostrando comportamento diferente do habitual, passando inclusive, por um apoio psicológico na própria escola nas últimas semanas. Para agilizar as buscas do criminoso, a polícia paranaense mobilizou, além de policiais da Região Metropolitana de Curitiba, policiais de outros estados, como Santa Catarina e São Paulo.

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