Assassino de peão usava identidade do primo

O verdadeiro assassino do tricampeão da Festa de Barretos Virgílio Gonçalves, de 35 anos, morto a tiros em 11 de outubro, chama-se Aparecido Alves dos Santos e é procurado pela polícia por ter matado duas pessoas em Goiás, em 1983 e 1985. Santos, que também é peão, se apresentou como Rinaldo Aragão quando foi preso pela morte de Gonçalves, no dia 5 de novembro. Na verdade, o pedreiro Rinaldo Aragão, pai de três filhos, é primo de Santos e mora em Gracho Cardoso, a 120 quilômetros de Aracaju. Quem descobriu a farsa foi o delegado goiano Odair Soares, ao checar o CPF de Gonçalves enviado pela polícia paulista - o nome não coincidia com o do RG. Soares confirmou com a mãe de Santos que ele usava a identidade falsa havia 22 anos. Segundo Soares, o acusado trocou de identidade para fugir do cumprimento de dois mandados de prisão por homicídio. O primeiro ocorreu em 20 de janeiro de 1983, quando Santos teria matado, a facadas, Valdomiro Brito, após uma briga num bar de Goiânia. Em 1º de dezembro de 1985, em Rio Verde, no interior de Goiás, ele matou com dois tiros Maria Aparecida Braz, sua amante. Rinaldo Aragão disse que Santos foi a sua casa, ficou alguns dias e teria roubado a carteira de identidade. O pedreiro admitiu que tinha conhecimento do golpe aplicado pelo primo, mas não imaginava que isso fosse lhe causar problemas. Maria Alves, mãe de Aragão, afirmou que tentou, sem sucesso, convencer Santos a parar de usar a identidade de seu filho.

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