Assassino de perita teve ajuda de comparsa, diz procuradora

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) investigam se o assassino da chefe do serviço de perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Governador Valadares (MG), Maria Cristina Felipe da Silva, de 56 anos, contou com ajuda de um comparsa na fuga. De acordo com procuradora da República, Miriam do Rosário Lima, o autor dos disparos que levaram à morte da médica na manhã de quarta-feira (13), teve o auxílio de um outro homem, que o esperava em uma balsa que fez a travessia do RioDoce. Maria Cristina foi morta na porta de sua casa, por um homem em uma bicicleta, no bairro Ilha dos Araújos. "Uma pessoa atirou e outra aguardou ele", disse a procuradora.O principal suspeito de ter efetuado os disparos é um jovem negro, disse ela. A PF, porém, não encontrou provas contra um adolescente de 16 anos, inicialmente apontado como principal suspeito do crime. "Não há nenhuma prova nesse sentido", observou Miriam. Até o início da noite desta sexta-feira,ninguém havia sido preso.A procuradora afirma que não há mais dúvida de quetrata-se de um crime por encomenda, relacionado com a atividade profissional da vítima. "Ela não tinha inimizades fora". Segundo ela, um inquérito instaurado na PF, em junho último, indica a atuação de uma quadrilha especializada em obter benefícios indevidos por meio de agenciadores, muita vezes utilizando documentos falsos. ´É um fato que foi comunicado pelo próprio INSS na época".Tanto a PF quanto o MPF, porém, tratam com bastante cautela a hipótese de participação de servidores do INSS na região no suposto esquema fraudulento.

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