Assassino de segurança atacava namorados para roubar carros e cartões

O ladrão Antonio Marcos Alencar, de 23 anos, acusado de participar do assassinato do segurança do filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse na polícia ter praticado sete assaltos nos últimos 30 dias. Ele informou aos policiais que atacou casais de namorados para roubar carros e cartões para sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Os veículos teriam sido vendidos para desmanches.Alencar confessou em depoimento ter assassinado o soldado da Polícia Militar Diógenes Barbosa de Paiva, de 37 anos da escolta de Thomaz Alckmin. O Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) vai pedir ajuda da seccional sul de polícia para fazer um levantamento das vítimas. Alencar disse que a maioria dos crimes ocorreu na Vila Mariana e na Vila Clementino, zona sul de São Paulo. Ele teria agido com os mesmos cúmplices na morte do PM.Nesta sexta-feira, no hospital Militar, onde está internado, o soldado Adoniran Francisco dos Santos Júnior, de 29 anos, reconheceu Alencar por fotografia como o autor dos tiros que o feriram e mataram seu colega. Foram mostradas as fotos dos três acusados e Santos Júnior não teve duvidas em apontar Alencar. O PM já tinha dado informações para a elaboração do retrato falado.Ao ser ouvido no flagrante por receptação de carro, porte ilegal de arma, formação de quadrilha e latrocínio, Alencar contou que ele, Ibiapina e Emerson Gomes da Silva, de 30 anos, estavam no carro roubado à procura de vítimas quando viram o carro dos seguranças. Pensaram que havia um casal namorando no veículo.Alencar encostou na porta do passageiro do carro e dominou Santos Júnior que estava sentado. Ibiapina tentou dominar Paiva sentado no volante. Alencar decidiu atirar ao ver Paiva tentando pegar uma arma. Descarregou a pistola Taurus calibre 380. Com os PMs feridos, os ladrões fugiram no carro guiado por Silva, filho de um sargento reformado da PM.Ibiapina foi preso na estrada do Campo Limpo, na zona sul. O delegado Emílio Françolim, que participou da prisão, disse que ele resistiu, e "rolou" pela escada com um dos investigadores. Alencar, ao ser preso em Embu, também enfrentou os investigadores. "Os policiais e os dois presos ficaram com escoriações e foram submetidos a exame de corpo de delito", disse o diretor do Denarc, Ivaney Cayres de Souza. Os testes com a pistola 380, apreendida na casa de Gisele Aparecida Cintra, de 18 anos, namorada de Ibiapina, comprovaram ter sido ela a arma usada para matar Paiva.O governador Geraldo Alckmin ressaltou a importância de a polícia ter solucionado o crime. "O importante é que a polícia investigou com rapidez e estão todos presos", disse. "O caso foi resolvido rapidamente e ficou claro que foi um latrocínio e não tinha nenhum atentado, nenhuma ação de grupos do PCC ou coisa que o valha."

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