Assassino de taxistas pode ter feito mais uma vítima

O homem acusado de matar seis taxistas pode ter feito mais uma vítima. Desta vez, em São Paulo. A polícia investiga o assassinato do taxista Jaime Andrade da Silva, ocorrido entre a noite do dia 30 e a madrugada do dia 31, na Rodovia Anhangüera, perto de Jundiaí, no interior do Estado.Se confirmada a participação do ex-motorista de ônibus Anestor Bezerra Lima no crime, esse será o primeiro caso de vítima do psicopata apanhada no Estado - as demais trabalhavam em Minas Gerais e contratadas para trazê-lo a São Paulo.Silva foi encontrado com um tiro na cabeça. Seu carro, um Corsa, estava abandonado a cerca de 200 metros do corpo. Segundo o delegado Marcos Carneiro Lima, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o taxista tinha no seu bolso o controle do alarme do carro, que bloqueou o funcionamento do veículo. "Daí porque o assassino abandonou o carro."O taxista foi contratado por um homem jovem, cuja descrição é semelhante à do suspeito, na rodoviária de Campinas. A vítima deveria levar o passageiro até São Paulo. Um dia antes, Anestor havia telefonado para o DHPP e informado os policiais que estava em Canmpinas.O motivo do telefonema do suspeito foi o fato de a polícia estar ouvindo sua mãe. "Ele pensou que ela estivesse presa e disse que nós deveríamos ir atrás dele e não dela, pois ela não havia feito nada."Ao contrário de outras vítimas, a família de Silva não recebeu nenhum telefonema do assassino. De acordo com o delegado, o caso de Silva é um pouco diferente dos demais, mas há suspeita de que o acusado agora atue na região de Campinas.A polícia informou que em novembro do ano passado Anestor hospedou-se em um hotel em Ipatinga, em Minas, e tentou convencer um taxista a levá-lo até São Paulo.O taxista se recusou, mas, como Anestor conseguiu obter sua confiança, a vítima emprestou seu carro, um Gol, ao ex-motorista de ônibus, que se dizia policial e morador em São Paulo.De acordo com a polícia, Anestor é o maior psicopata descoberto no Estado desde a prisão de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, em 1998. Até agora, quatro corpos de suas prováveis vítimas já foram localizados e indentificados. Todas foram mortas com tiros na cabeça e abandonadas na região da Estrada Água Limpa, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.Informações sobre o suspeito podem ser passadas à polícia pelo Disque Denúncia: 0800-156315 (ligação gratuita). A identidade do denunciante é mantida em sigilo.

Agencia Estado,

03 de setembro de 2004 | 19h04

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