Assassino do cartunista Glauco deve ser transferido para GO

Carlos Eduardo Sandfeld Nunes, de 28 anos, matou o cartunista e o filho dele Raoni, em 2010 em São Paulo

Rubens Santos - Especial para o Estado de S. Paulo,

06 Novembro 2012 | 19h42

GOIÂNIA - Carlos Eduardo Sandfeld Nunes, de 28 anos, o Cadu, assassino do cartunista Glauco Villas Boas, e do filho dele Raoni pode ser transferido para Goiânia, Goiás, nos próximos dias. O rapaz está em de Foz do Iguaçu, Paraná, onde cumpre pena de internação de três anos em hospital psiquiátrico.

O crime ocorreu no dia 12 de março de 2010 em Osasco, na Grande São Paulo. Na época, e sob efeito de maconha, haxixe e uma mistura com ervas baseada num ritual do santo daime, Cadu matou o cartunista e o filho dele. Após o duplo homicídio, tentou fugir para o Paraguai com uma arma, dirigindo carro roubado, e foi preso na divisa.

Transferência. O pedido de transferência foi feito no mês de julho do ano passado pelos advogados Andressa de Brito Viana, Bruno Aurélio Franscisconi Giolo e Sérgio Divino Carvalho Filho, depende de uma série de troca de informações entre a justiça dos dois Estados. Agora, os advogados do rapaz apresentaram um pedido de vaga, para cumprimento do restante da pena de internação, junto à 4a. Vara Criminal de Goiânia.

"Situações de transferência, como essa, são possíveis desde que exista justificativa da necessidade e comprovação de vínculo", diz o promotor Fernando Krebbs, da área criminal do Ministério Público de Goiás (MPE). O pedido se baseia no fato do pai do rapaz, Carlos Grech Nunes, morar na cidade.

Caso seja concluída a transferência, Cadu será avaliado por um médico psiquiatra forenses em Goiânia. É quando se definirá se ele pode ou não retornar ao convívio social ou ser mantido internado.

O processo, que está sob avaliação da juíza Telma Aparecida Alves, titular da 1a. Vara de Execuções Penais de Goiânia, depende de uma série de troca de informações entre a Justiça de Goiás e do Paraná.

Laudo. O laudo psiquiátrico, realizado após os crimes, indicou que Cadu é portador de esquizofrenia paranóide, o que o torna incapaz de perceber a gravidade de seus atos. A doença teria sido agravada pelo consumo das drogas. "Ele deve ter um doença psiquiátrica de base, pois o que fez não resultou do efeito das drogas com o santo daime, mas da junção do santo daime e a doença mental subjacente, que deve ser um transtorno bipolar", disse o médico Marcelo Caixeta, um dos psiquiatras forenses da Justiça de Goiás.  

Cadu poderá ser liberado no prazo de três anos, conforme foi determinado pelo juiz do Paraná, Mateus de Freitas Cavalcante Costa.

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