Assassinos de Liana Friedenbach vão a júri em julho

Foi marcado para o dia 18 de julho de 2006, às 10 horas, em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, o julgamento dos seqüestradores e assassinos maiores de idade de Liana Friedenbach e de seu namorado, Felipe Silva Caffé.Liana, de 16 anos, e Felipe, de 19, ambos alunos do Colégio São Luís, foram brutalmente assassinados enquanto acampavam em Embu-Guaçu, no mês de outubro de 2003. Em outubro de 2004, a Justiça decidiu mandar a júri popular os quatro homens acusados de participar do seqüestro e da morte dos estudantes. A sentença de pronúncia dos réus reúne 18 acusações contra os presos e pode render ao líder do bando, Paulo Cesar da Silva Marques, o Pernambuco, até 110 anos de prisão. Em companhia do adolescente Champinha, de 17 anos, Pernambuco dominou o casal, que acampava no Sítio do Lé, na mata de Juquitiba, na Grande São Paulo. Era 1º de novembro de 2003. Os reféns foram levados para a casa de uma fazenda abandonada, na qual Liana foi violentada enquanto Felipe era mantido sob a mira de espingarda. No dia seguinte, resolveram executar o rapaz com um tiro na nuca. A adolescente só foi morta a facadas três dias depois, quando a polícia procurava o casal no meio da mata da região. Champinha está na Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem).Além de Pernambuco, serão julgados os caseiros Agnaldo Pires sob a acusação de um estupro, Antonio Caitano Silva, o Tonho Véio, por três estupros e dois cárceres privados, e Antonio Matias Barros, o Antonio Nojento, por cárcere privado, porte ilegal de arma e favorecimento pessoal - ele teria escondido a arma usada na morte de Felipe a pedido de Champinha.Além do Ministério Público, a acusação dos réus é feita também pelo advogado Alberto Zacarias Toron, contratado pelos pais de Liana.

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