Assembléia arquiva cassação de Chiquinho da Mangueira

Por 11 votos a zero, a Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) arquivou nesta terça-feira o pedido para abertura de processo de cassação por quebra de decoro parlamentar contra o secretário estadual de Esportes, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira. Acusado de envolvimento com traficantes de drogas, ele está licenciado da Assembléia. Uma solicitação para abertura de CPI também foi indeferida.A maioria da Alerj é formada por deputados que apóiam o governo do Estado. O presidente, Jorge Picciani, é do mesmo partido da governadora Rosinha Matheus (PMDB). Os dados obtidos durante dois meses de investigação serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Executivo, para que Rosinha decida se abrirá processo administrativo contra Chiquinho. Ele foi acusado pelo ex-comandante do 4º Batalhão da PM, coronel Erir Ribeiro, de ter solicitado que a polícia desse uma ?trégua? ao tráfico do Morro da Mangueira. Agentes penitenciários que depuseram na Alerj disseram que Chiquinho visitava com freqüência traficantes presos em Bangu 3. O secretário sempre negou as acusações.Procurados pelo Estado, o deputado Flavio Bolsonaro, presidente da Comissão de Segurança Pública, e Chiquinho não foram localizados.

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