Assembleia do Paraná instala CPI dos Grampos

A Assembleia Legislativa do Paraná instalou ontem a CPI dos Grampos, que pretende investigar a autoria, motivação e utilidade de gravações telefônicas supostamente realizadas em dependências da Casa. Uma varredura realizada por técnicos de uma empresa de segurança localizou aparelhos de escuta em salas utilizadas pela presidência e pela segunda secretaria da Assembleia. A proposta da comissão parlamentar de inquérito foi do deputado estadual Marcelo Rangel (PPS), que presidirá os trabalhos. A CPI tem prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60.

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2011 | 00h00

Os 11 integrantes da comissão já foram indicados pelos partidos e os trabalhos começam na segunda-feira, com a apreciação dos primeiros requerimentos para convocação de depoentes. "Pretendemos ouvir todas as pessoas que tiveram acesso às dependências, porque o que houve aqui foi uma afronta à democracia. Não é possível imaginar que se coloquem grampos para escutar parlamentares", afirmou Rangel. Ele também pretende requisitar imagens das câmeras de vigilância para análise.

O deputado ressaltou que pedirá o auxílio do Ministério Público Estadual e das Polícias Civil, Militar e Federal para o trabalho. Além das investigações da CPI sobre possíveis motivações políticas, o caso está entregue ao Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil, que analisa a questão criminal. Para Rangel, o fato de os deputados poderem convocar depoentes sem necessidade de mandado judicial pode ajudar o trabalho da polícia.

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