Assembléia do Rio aprova relatório final da CPI das Milícias

Documento original apontava 226, dos quais 225 foram indiciados; MP pode aprofundar investigações

Agência Brasil

17 de dezembro de 2008 | 11h28

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias foi aprovado nesta terça, 16, por unanimidade, pelos deputados da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), indiciando 225 pessoas. O documento original apontava 226 nomes, mas os parlamentares decidiram retirar da lista o vereador de Duque de Caxias Sebastião Ferreira da Silva, o Chiquinho Grandão (PTB). Por isso, eles receberam vaias das galerias.   Entre outras medidas, o relatório sugere o desarmamento do Corpo de Bombeiros, pois na maior parte dos casos há presença de integrantes da corporação entre os milicianos, que dominam comunidades pobres e passam a vender serviços irregulares e segurança clandestina.   O documento também propõe que todas as Câmaras de Vereadores tenham corregedorias e conselhos de ética. Mas as medidas dependem de lei federal, pois são matérias constitucionais.   Para o presidente de CPI, deputado Marcelo Freixo (P-SOL), apesar da retirada de um dos nomes do relatório, o saldo foi positivo. "Está aprovado um trabalho de cinco meses que mexe com um dos problemas mais sérios de segurança pública do Rio de Janeiro hoje, que é o crescimento desse grupo criminoso organizado a que chamamos de milícia", disse Freixo.   "Amanhã (17), vou a Brasília conversar com um grupo de deputados federais para que todas as propostas da CPI que digam respeito ao Congresso possam ser encaminhadas o mais rápido possível", disse Freixo.   O relatório final será enviado ao Ministério Público, que poderá aprofundar as investigações e apresentar denúncias à Justiça para que os envolvidos sejam processados e julgados.

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