Assembléia para definir fim da greve dos Correios é adiada

Marcada para às 10 horas, reunião é transferida para às 18 horas para sindicatos fazerem assembléias

Felipe Maia, da Agência Estado,

21 Setembro 2007 | 15h08

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TST), ministro Milton de Moura França, adiou novamente a assembléia de conciliação entre representantes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e funcionários grevistas da companhia. A reunião entre as partes, que aconteceria às 10 horas desta sexta, foi transferida para as 18h30, a pedido da Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect). O motivo foi o fato de alguns sindicatos da entidade não terem realizado assembléias para analisar a proposta do TST para a categoria.   De acordo com o Tribunal, esta será o último adiamento da assembléia. Caso não haja acordo nesta sexta, o tribunal designará um relator para o processo, que irá a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal. "Se até as 18h30 não houver solução, remeterei o processo ao Ministério Público e, em seguida, ao relator, para que vá logo a julgamento", afirma o ministro Moura França, em comunicado.   Dos 33 sindicatos que compõem Fentect, 30 já realizaram assembléias, sendo que 16 rejeitaram e 14 aprovaram a proposta. Faltam apenas os sindicatos de Mato Grosso do Sul e Piauí, já que Sergipe não participará da votação em razão de problemas internos. Com esse quadro já não seria mais possível aprovar os termos propostos pelo Tribunal, dado que a proposta precisa ser aceita por 18 sindicatos para ser aprovada. Entretanto algumas das entidades que recusaram os benefícios farão novas assembléias na tarde desta sexta, para avaliá-los novamente.   Entre elas está São Paulo, que na quinta rejeitou a proposta do TST, que consiste em reajuste salarial de 3,74%, abono salarial de R$ 500, além de aumento linear de R$ 60 a toda a categoria a partir de janeiro. Também foi estabelecido que os grevistas não precisarão repor as horas paradas, desde que o fluxo de correspondências seja normalizado. O sindicato de São Paulo fará nova assembléia às 16 horas desta sexta, na Praça da Sé, região central de São Paulo.   A expectativa do secretário geral da Fentect, Manoel Cantoara, é que os sindicatos reconsiderem e que o acordo seja fechado. "Estamos tentando achar um consenso. A vontade da Federação e da comissão de negociações é que fechemos o acordo para que o caso não vá para dissídio", afirma.

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