Assembléia vai ouvir consórcio das obras do Metrô em 15 dias

A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo irá convocar, em até 15 dias, os responsáveis pelo consórcio das obras da Linha 4 do Metrô para saber se há garantia de segurança para a continuidade dos trabalhos de construção. Se não houver garantia, a obra será interditada, segundo o deputado Orlando Morando (PSDB), vice-presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos da Assembléia."O que desmoronou foi um túnel e isso é muito grave. Queremos garantir que o túnel não está todo comprometido", disse ele durante visita ao local do acidente, na zona oeste da capital paulista. "A gente quer ouvir o consórcio, vamos chamar os responsáveis dentro de dez a 15 dias", acrescentou o parlamentar. De acordo com a reportagem da Rádio Eldorado AM, Mourão disse que inicialmente a comissão deve ouvir os responsáveis pelo Consórcio Via Amarela e o presidente do Metrô. Em seguida, eles podem recorrer ao Ministério Público para solicitar a interdição das obras da estação Pinheiros. "Acho um risco continuar essa obras, neste momento". Na avaliação dele, o único responsável pelo acidente é a Via Amarela.Na avaliação de Mourão, o poço não provocou o desmoronamento, e sim o túnel. "Numa informação bastante distorcida foi o túnel que desmoronou. O que na minha avaliação agrava um pouco mais o quadro, porque pode existir o risco de desmoronar, inclusive, outros trechos. Pela imprensa, eu acompanhava que o poço havia desmoronado, por isso se discutiu teses que poderia ter sido chuva e que o solo é arenoso". O desabamento ocorrido na última sexta-feira soterrou pelo menos seis pessoas, segundo o governador paulista José Serra (PSDB). Na segunda-feira, as equipes de resgate encontraram dois corpos nos escombros, mas somente um deles foi identificado, o da aposentada Abigail Rossi, de 75 anos. Nesta terça, também foi identificado o corpo da advogada Valéria Alves Marmite, de 37 anos. Ela estava no microônibus que caiu na cratera aberta pelo desabamento no túnel do Metrô. Apesar do corpo ainda não ter sido removido da van, que permanece soterrada, a identificação foi feita por meio das impressões digitais da vítima. Em comunicado divulgado na terça-feira, o Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, informou que as vítimas do acidente e os moradores da região que tiveram seus imóveis danificados ou destruídos devem encaminhar uma reclamação ao consórcio, que a encaminhará a seguradora da obra para o ressarcimento dos prejuízos. Colaborou Elvis Pereira Com Reuters

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