Assembléias definem futuro da greve dos aeroportuários no País

Paralisação parcial começou à 0 hora desta quarta e atinge 12 dos 67 aeroportos administrados pela Infraero

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

30 de julho de 2008 | 04h08

A greve parcial dos aeroportuários do País teve início à 0h desta quarta-feira, 30. Segundo o sindicato nacional da categoria, o movimento poderá ser encerrado ainda nesta manhã ou ampliado, dependendo do resultado das assembléias que serão realizadas a partir das 8h30 nos aeroportos que aderiram à paralisação. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, uma proposta da Infraero foi entregue à direção do sindicato, que está analisando o texto. O conteúdo não foi divulgado, mas será repassado aos funcionários nesta manhã durante as assembléias. A adesão no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Cumbica, Guarulhos, seria de 70% nesta madrugada, segundo Lemos. A categoria apresentou em maio uma proposta oficial à Infraero, reivindicando reajuste salarial de 6%, em reposição das perdas com a inflação, além de um aumento de 5,2% correspondente ao crescimento do setor aéreo no País. Os trabalhadores também pedem revisão do valor do tíquete alimentação, de R$ 22 para R$ 25, e a implantação de um plano de carreiras. Os funcionários reivindicam ainda uma nova forma de avaliar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da empresa e a inclusão de um representante da categoria no conselho deliberativo. A greve atinge 12 dos 67 aeroportos administrados pela Infraero em todo o País, que respondem por 80% do transporte aéreo de passageiros. Entre eles, estão os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Salgado Filho, no Rio Grande do Sul, e Viracopos, em Campinas, um dos principais em transporte de carga aérea. Segundo nota divulgada pela terça-feira, 29, pela Infraero a empresa "sempre negociou com as lideranças sindicais e que a diretoria nunca se furtou ao diálogo a fim de obter uma melhor proposta que atendesse aos funcionários e a Empresa." "Acredito que as negociações levadas a cabo entre nós atingiram os seus objetivos. Nós concluímos mais uma etapa e não restam mais pendências. Quero tranqüilizar os passageiros que utilizam os aeroportos administrados pela Infraero e lembrar que a empresa está preparada para operacionalizar plenamente os aeroportos. Todas as providências nesse sentido já foram adotadas.", afirmou na nota o presidente da estatal, Sergio Gaudenzi.

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