Assessor contradiz Crivella sobre papel na campanha

Jornalista do Senado, que atuaria como freelancer para 'outras organizações', diz que estava mesmo a serviço do parlamentar

Alfredo Junqueira / Rio, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2010 | 00h00

O senador e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus Marcelo Crivella (PRB-RJ) utiliza estrutura de seu gabinete na campanha à reeleição. Seu assessor de imprensa, o jornalista Ruy Sampaio Lima, é um dos 20 funcionários do Senado lotados no escritório de apoio no Rio. Ontem, Lima participou de eventos em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Indagado sobre a participação de um assessor que é pago pelo Senado em sua campanha, Crivella afirmou: "Ele só faz expediente na parte da manhã. Mas está aqui fazendo hora extra como freelancer para outras organizações."

O jornalista confirmou, porém, que estava no local a serviço de Crivella. Disse que iria ver com o senador se pediria exoneração do cargo no Senado ou se sairia de férias para atuar na campanha.

No total, Crivella tem 31 assessores em cargos comissionados em seu gabinete - 20 atuam no escritório do Rio e 11 em Brasília.

"Os funcionários do gabinete que quiserem participar da campanha terão de tirar férias. Sempre foi assim", disse Crivella.

Mais tarde, Lima corroborou a versão do senador, informando que trabalha no gabinete até 14 horas e só participa de eventos de campanha após esse horário.

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