Assessor de Marco Aurélio diz que eles não são monstros

Na opinião de Gaspar, 'setores da imprensa' tentaram colocar a culpa pelo acidente no governo

Vera Rosa, Estadão

20 Julho 2007 | 18h26

"Não somos monstros". Foi assim que Bruno Gaspar, assessor do secretário de Relações Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, reagiu nesta sexta-feira, 20, ao bombardeio da oposição, que interpretou como "comemoração" o gesto obsceno feito por ambos, quando viram na TV reportagem indicando que falha no freio do Airbus da TAM pode ter provocado a queda do avião, na terça-feira.   "Eu estou muito triste", disse Gaspar à Agência Estado. "Nós estávamos num momento privado, extravasando nossa indignação com a cobertura parcial e precipitada de certos setores da imprensa, que tentaram politizar a tragédia", afirmou o assessor, numa referência às afirmações de que problemas na pista do Aeroporto de Congonhas podem ter contribuído para o desastre com o avião da TAM.   Para Gaspar, o fato está sendo superdimensionado porque foram "setores da imprensa" que desrespeitaram os familiares das vítimas do vôo 3054 da TAM quando debitaram a culpa pelo acidente na conta do governo federal. Pela manhã, Garcia já havia divulgado nota à imprensa sobre o episódio com pedido de desculpas à população, alegando ter extravasado o sentimento de repúdio aos que trataram "sordidamente" de aproveitar a comoção vivida pelo País "para insistir na postura partidária de oposição sistemática a um governo duas vezes eleito pela imensa maioria do povo brasileiro".

Mais conteúdo sobre:
Vôo 3054

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.