Associação de vítimas teme falta de fiscalização

Para Rabinovich, é preciso inibir o consumo: ?muitos motoristas saem com a bebida de casa?

Camilla Rigi e William Glauber, O Estadao de S.Paulo

28 de maio de 2008 | 00h00

Para o presidente da Associação das Vítimas de Trânsito, o psicólogo Salomão Rabinovich, o principal empecilho às novas regras para venda de bebidas à beira das estradas é a falta de fiscalização. "Pode trazer algum benefício, mas não acredito que consiga ser fiscalizada. Já temos uma legislação para o trânsito muito extensa." Segundo o psicólogo, não basta proibir as venda das bebidas nas estradas - é preciso inibir o consumo do álcool mesmo dentro das cidades. "Muitos motoristas saem com a bebida de casa. Colocam dentro do carro", exemplificou. Quanto à política do "bêbado zero", Rabinovich considera que apenas uma lei ordinária pode alterar o Código Brasileiro de Trânsito, que limita a quantidade permitida, de 0,6 decigramas por litro de sangue (uma lata de cerveja). MORTEO delegado-assistente do 2º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, Jorge Luís Neves Esteves, que acompanhou o inquérito do acidente que envolveu sete garotas e matou cinco, em 10 de fevereiro deste ano, lembra que três das jovens mortas tinham alto teor alcoólico no sangue. "A condutora (Liliane Assunção Miguel, de 28 anos) apresentava 1,6 decigramas de álcool por litro de sangue. Com uma lei rígida e educação, teríamos evitado uma grande tragédia", diz Esteves. Liliane perdeu o controle do Fiat Siena, com mais seis ocupantes, e se chocou de frente com um caminhão.

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