Associação defende atitude de procuradora em depoimento

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou nesta quarta-feira nota à imprensa para defender a atuação da procuradora da República, Elizabeth Mitiko Kobayashi, durante o depoimento de três repórteres da Revista Veja, que alegam terem sido intimidados na Polícia Federal. A PF nega as acusações.O objetivo dos depoimentos era apurar suposta "operação abafa" no caso do dossiê contra tucanos, divulgada pela publicação. A "operação abafa" teria começado com o encontro na sede da PF de Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência, com Gedimar Passos, flagrado no hotel com o R$ 1,75 milhão para a ´negociação´, para que este último mudasse sua versão sobre o caso dossiê. Em seu primeiro depoimento, Gedimar teria dito que o mandante da operação era Freud.A nota afirma que o Ministério Público Federal tem acompanhado todos os depoimentos e, no caso em questão, "as irregularidades verificadas foram prontamente apontadas e sanadas" e que a procuradora agiu dentro dos limites de sua função como membro do MP, "no exercício legítimo da atividade de controle externo e acompanhamento do inquérito policial em curso".Leia a íntegra da nota:A propósito de matérias publicadas na imprensa mencionando a participação da procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayashi na tomada de depoimentos pela Polícia Federal de jornalistas no inquérito que apura um eventual encontro ocorrido entre o ex-assessor especial da Presidência Freud Godoy com o ex-policial federal Gedimar Pereira Passos, então custodiado nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) esclarece que o Ministério Público Federal possui procedimento próprio instaurado e tem acompanhado todos os depoimentos colhidos para garantir a regularidade das investigações, conforme é previsto em suas atribuições. A participação de membros do Ministério Público Federal em oitivas é rotineira e visa assegurar a normalidade do procedimento. No caso específico, as irregularidades verificadas foram prontamente apontadas e sanadas no curso dos depoimentos, da maneira detalhada na nota emitida pela revista Veja. A ANPR registra que a procuradora agiu dentro dos limites de suas funções como membro do Ministério Público Federal, no exercício legítimo da atividade de controle externo e acompanhamento do inquérito policial em curso. Recife, 01 de novembro de 2006 Nicolao Dino de Castro e Costa Neto Presidente

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.