Associação nega acusação de cartel na coleta de lixo

Após denúncia de uma reportagem da Rádio Eldorado sobre uma possível formação de cartel na cidade de São Paulo no sistema de coleta de lixo, a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), que não havia dado resposta à reportagem, entrou em contato com a rádio e negou as acusações de que cobra altas taxas de cadastro. Diógenes Del Bel, presidente da Abetre, garante que o cadastro na Abetre é voluntário e não obrigatório. Del Bel ressaltou que a instituição oferece "um apoio" à fiscalização do Limpurb. Segundo a matéria de Camila Tuchlinski, aterros sanitários particulares fazem um tipo de "acordão" para enquadrar transportadoras de resíduos, estagnando a livre concorrência. Tendo de pagar altas taxas para se cadastrar à associação, restam poucas alternativas aos pequenos empresários. Ou eles deixam de coletar o lixo ou tem de despejar os resíduos em aterros clandestinos. A reportagem entrou em contato com o aterro CDR Pedreira, que afirmou não passar nenhum dado sem um pedido oficial. Já a Essencis - Soluções Ambientais declarou que a transportadora passa por uma avaliação antes de despejar o lixo, mas que o cadastro na Abetre não é uma exigência. A Prefeitura possui dois aterros sanitários públicos que são administrados por concessionárias. Até o ano que vem, os locais não terão mais capacidade para receber lixo domiciliar.

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