Associação quer tornar movimento profissional

Os projetos de lei que definem o funk como movimento cultural são uma reivindicação feita pela Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk), encabeçada pelo MC Leonardo. O grupo começou a se reunir para lutar pela profissionalização da categoria. Leonardo cita pesquisa recente da FVG Opinião, instituto de pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, segundo a qual o funk movimenta cerca de R$ 10 milhões mensais. "Acredito que possa ser até mais. Mas isso não quer dizer que todo esse dinheiro reverta para o artista. Para gravar uma música que vai render R$ 50 mil, R$ 70 mil, ele recebe R$ 150", comentou.A proposta de Leonardo é discutir com os dois maiores empresários do ramo, DJ Marlboro e Rômulo Costa, contratos e valores de pagamento mais justos para os artistas. A associação, que reúne cerca de 100 pessoas e foi lançada com grande festa no Circo Voador, no Rio, também propõe uma discussão ética em torno das letras do funk. "Há músicas com fundo social com letras altamente inteligentes, mas o que pesa mais é a questão mercadológica. Infelizmente, os interesses comerciais só fazem chegar às rádios a bundalização", afirma Leonardo.

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