Associações garantem carnaval na Bahia, mas cobram segurança

Preço de abadás caiu 1/3 com cambistas; blocos começam na semana que vem, mas sobram ingressos

Diego Zanchetta e Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2012 | 23h12

SALVADOR - Uma reunião na tarde desta quarta-feira, 8, das 19 principais entidades de carnaval da Bahia garantiu a realização da folia em Salvador e cobrou do governo a segurança da festa. Mesmo assim, cambistas de abadás para blocos que começam na semana que vem já reduziram em dois terços os preços e torcem para não ter prejuízo.

"O governo tem a responsabilidade e o dever de garantir a segurança e a Polícia Militar precisa fazer a sua parte", diz trecho do comunicado divulgado pelos participantes da reunião. "Um evento desse porte não depende apenas de alguns, e sim do desejo e da organização do povo. E o povo da Bahia quer o carnaval."

"Vamos colocar o bloco na rua", afirmou o presidente da Associação dos Blocos de Trio, Fernando Boulhosa. "Nosso entendimento sobre a realização da festa é unânime: todos os envolvidos estarão na rua." O sócio da Central do Carnaval, principal empresa de produção de blocos e camarotes da Bahia, Joaquim Nery, cobra do governo garantia de ordem. "A estrutura para foliões está garantida e cabe ao governo saber como será feita a segurança, caso a greve continue."

Com a diminuição do movimento em Salvador, os cambistas acostumados a vender abadás para turistas a preços mais altos que os oficiais já cobravam quase o mesmo que a organização dos blocos. Sobram convites até para os mais disputados, como Chiclete com Banana, Timbalada e Ivete Sangalo.

Se não fosse a greve, Elielson Ferreira diz que já estaria vendendo por R$ 1,5 mil nos hotéis cada abadá para os três dias do bloco Nana Banana, que começa na quinta. Agora, já tenta repassar a R$ 500. "No dia do desfile, eu queria vender por R$ 3 mil. Mas está sobrando ingresso até na bilheteria oficial do site."

Shows. Nesta quarta, a Banda Eva adiou, por tempo indeterminado, show que faria em Salvador. A justificativa foi de que "não teria como ter outra atitude, já que a situação da PM ainda não foi normalizada." O evento teria participação de Daniela Mercury.

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