Atacar o bolso do crime organizado é estratégia da PF

Atacar o bolso do crime organizado. Esta é uma das principais estratégias para o combate à criminalidade no Rio, disse nesta segunda-feira o superintendente da Polícia Federal no Rio, delegado Marcelo Itagiba. ?O crime está estruturado e atua em função de recursos financeiros. O objetivo é impedir esses fluxos financeiros e estancar a compra de armas e drogas?, disse o policial.O delegado se reuniu nesta segunda, na sede da Superintendência da PF, com representantes da Polícia Rodoviária Federal, da secretaria estadual da Segurança Pública, da secretaria estadual de Administração Penitenciária, da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Ministério Público e da Guarda Municipal.Um dos temas em discussão foi o uso de cães farejadores em operações conjuntas. Itagiba, porém, não revelou que meios serão adotados para alcançar contas bancárias e bens de traficantes. ?Vamos agir de forma pontual, com base em dados de inteligência. A estratégia eu não vou dizer. Todas as operações serão reservadas.?Ele garantiu que as operações de inteligência começaram nesta segunda. Uma das medidas prováveis é a agilização de leilões de bens já seqüestrados pela Justiça. Um dos objetivos da reunião desta segunda foi levantar quais são as necessidades das instituições para enfrentar o crime organizado no Rio.As demandas e propostas serão apresentadas ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, na quinta-feira, em reunião a ser realizada em Brasília. O coronel PM Jorge da Silva, presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP), defendeu a fixação de um porcentual no Orçamento da União destinado à Segurança.?É preciso destinar recursos para a Segurança como se faz com a Educação e a Saúde. Tem que haver um reforço da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, reforço logístico, mais helicópteros, mais lanchas, mais recursos?, disse o coronel. A proposta será apresentada a Thomaz Bastos, que, na sexta-feira, anunciou a liberação de R$ 40 milhões para o Rio.Veja o especial:

Agencia Estado,

17 de março de 2003 | 19h50

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