Atacava as mulheres vestindo tanga e com a cueca na cabeça

Para quem conta a história, entre populares, é uma comédia, um ato hilário, mas para o protagonista o caso é grave e o resultado pode ser desastroso: de seis a dez anos de prisão por atentado violento ao pudor. Esta é a condenação a que está sujeito o prensista Danilo dos Santos e Silva, de 23 anos, de Cravinhos, a 20quilômetros de Ribeirão Preto.Ele ficou conhecido durante a semana como o "tarado da tanga", após atacar mulheres, à noite, vestindo uma tanga feminina e levando, na cabeça, peças que variavam entre a própria cueca, camisa ou um boné.Seis vítimas o identificaram, e o delegado Antônio Sérgio Pereira acredita que esse número pode chegar a 30. Silva alega que sentia uma "loucura" e tinha "vontade de se aparecer" para as mulheres. Ele nunca consumou estupros contra suas vítimas.Silva é um negro forte e tem namorada. Após sair da casa da namorada, geralmente entre 22h30 e 23 horas, no trajeto de volta ele se escondia atrás de postes ou muros ou subia em cima de árvores.Nesses lugares ele preparava-se para atacar as mulheres. Colocava a minúscula tanga(tendo em vista seu porte físico) e escondia o rosto com outra peça. Num dos ataques, arrancou a saia de uma vítima. Em outro, no centro da cidade, pulou sobre uma mulher e abaixou a calcinha dela até os joelhos.Porém, um morador acendeu a luz dacasa e o "tarado" - ou "Tarzan", como diz o delegado Pereira, referindo-se aos pulos deSilva de árvores - fugiu. Em outra ação, deu azar: a vítima descobriu seu rosto,identificou-o e denunciou-o à polícia.O "tarado da tanga" foi detido na segunda-feira na última segunda-feira e está preso temporariamente, por 30 dias, em Ribeirão Preto. O delegado disse que Silva confessou os ataques e que não conseguia se controlar diante da possibilidade de agarrar e se mostrar para asmulheres.Os ataques dele teriam começado em novembro. Cinco mulheres o identificaram inicialmente, porém a divulgação de sua prisão fez com que outra fosse à delegacia para informar que também foi vítima de Silva. Sobre a versão do "tarado", de que tem acessos de loucura e que teria até se consultando com um psicólogo, o delegado acredita que é uma estratégia de defesa de seu advogado."Ele dá uma de louco para tentar evitar pegar uma pena pesada", diz Pereira. A tanga e uma cueca,usadas por Silva, foram apreendidas pela polícia.

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