Polícia Rodoviária Federal
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Ataque a carro-forte com explosão e tiroteio deixa dois feridos na serra gaúcha

Criminosos fugiram com parte do dinheiro que era transportado pela Prosegur; vítimas não correm risco de morte

Ludimila Honorato e Bibiana Borba, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2017 | 07h05
Atualizado 09 Maio 2017 | 09h39

SÃO PAULO - Um grupo armado e munido de explosivos assaltou um carro-forte da empresa Prosegur na BR-116, próximo a Caxias do Sul, na serra gaúcha, no início da noite desta segunda-feira, 8. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os criminosos usaram ao menos quatro veículos para forçar a parada do blindado, explodi-lo e acessar o dinheiro.

Por volta das 18 horas, a quadrilha começou a trocar tiros com os funcionários da Prosegur, que tentaram retornar na rodovia até que o veículo parou por causa dos danos. Por ter atingido o motor, a polícia suspeita que os assaltantes tenham utilizado munição calibre 0.50, armamento com capacidade para derrubar um helicóptero.

Dois homens que passavam pelo local em outros veículos foram baleados, mas não correm risco de morte. Os seguranças deixaram o carro-forte, esconderam-se em um matagal às margens da estrada e não se feriram. Em seguida, os bandidos usaram explosivos para acessar o interior do carro-forte e conseguiram levar parte da quantia transportada, que não foi informada.

Muitas notas de dinheiro foram queimadas, além de uma caminhonete Duster usada por eles na abordagem. O grupo ainda deixou no local seis quilos de dinamite, desativados mais tarde pelo Grupo de Ações Táticas Especiais da Brigada Militar (Gate). A BR-116 só teve o trânsito liberado no início da madrugada, após os trabalhos de perícia para investigação.

Os criminosos fugiram em três veículos e não foram localizados até o momento. Viaturas da PRF e da Brigada Militar (BM) fazem buscas na região.

Mais tarde, por volta da 1 hora, bandidos explodiram caixas eletrônicos de duas agências bancárias no município de Espumoso, no Alto do Jacuí, a cerca de 250 quilômetros do local do primeiro ataque. A polícia não tem indícios de que os ataques tenham sido cometidos pelo mesmo grupo.

Mega-assaltos. O último ataque semelhante a carro-forte no Rio Grande do Sul havia ocorrido no início de março, em Vacaria, também na região serrana. Os bandidos também usaram uma caminhonete e arma de calibre 0.50, conforme a polícia.

A empresa Prosegur também foi alvo de um megarroubo, em abril, na Ciudad del Este, na fronteira do Paraguai com o Brasil. Ao menos 30 homens com armas de guerra invadiram o prédio da empresa e explodiram cofres. Na ocasião, a Prosegur informou que a quantia levada foi de US$ 11,720 milhões (cerca de R$ 37,5 milhões).

Outro assalto que teve a transportadora como foco ocorreu há pouco mais de um ano em Santos. Cerca de dez homens armados com fuzis e explosivos atacaram a empresa no litoral paulista e, na fuga, mataram dois policiais militares e feriram outro.

Em julho do ano passado, a Prosegur de Ribeirão Preto foi alvo de mais de 20 homens fortemente armados. Segundo estimativas iniciais, mais de R$ 50 milhões teriam sido levados.

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