Denilton Dias/O Tempo
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Ataque contra Ana Hickmann foi premeditado, diz polícia

Um dia antes do crime, fã se hospedou no hotel de Belo Horizonte onde a apresentadora ficaria; assessora baleada passa bem

Leonardo Augusto, Especial para o Estado

22 Maio 2016 | 23h04

BELO HORIZONTE - O morador de Juiz de Fora Rodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos, ao menos conforme as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, premeditou o ataque a Ana Hickmann em um quarto do hotel Ceasar Business em Belo Horizonte, que terminou com a morte do agressor e ferimentos na assessora Giovana Oliveira, que acompanhava a apresentadora de televisão. Ontem, essa assessora, que levou dois tiros, já estava consciente e em situação estável, embora seu quadro ainda exigisse cuidados. Ana Hickmann afirmou em nota estar “profundamente abalada e triste.”

Segundo o irmão do agressor, Helissom Augusto de Pádua, o parente era recluso, não trabalhava e passava o tempo entre a academia e casa. De acordo com ele, a família sabia que o parente enviava mensagens via redes sociais para a apresentadora. Os textos indicavam que ele estaria apaixonado.

Ana Hickmann estava na cidade para o lançamento de uma coleção de roupas de sua grife. O anúncio da presença da apresentadora na cidade já vinha sendo feito em Minas Gerais havia pelo menos 15 dias. O evento estava marcado para as 15 horas de sábado. Dessa forma, o agressor preparou sua ação.

A Polícia Militar foi chamada ao Hotel Caesar por volta das 14 horas. Conforme as investigações da Polícia Civil, Rodrigo de Pádua se hospedou no hotel na sexta-feira, utilizando um nome falso. No sábado, depois do almoço, seguiu para o hall do estabelecimento, na zona sul de Belo Horizonte. Foi quando o agressor abordou o empresário e cunhado da apresentadora, Gustavo Corrêa e o obrigou a levá-lo ao quarto onde estava Ana, ao lado de Giovana.

Armado com um revólver calibre 38, Pádua mandou que todos ficassem de frente para a parede e passou a agredir verbalmente a apresentadora. Em seguida teria disparado a arma. Dois tiros atingiram a assessora. A partir daí, Corrêa reagiu, entrou em confronto com Pádua, tomou-lhe a arma e teria atirado contra o agressor, que morreu no local. Em seguida, o empresário desceu até a recepção, entregou a arma e pediu que a polícia fosse chamada.

Depois de ouvir Ana Hickmann e o empresário, o delegado responsável pelo caso, Flávio Grossi, concluiu que houve possível reação em legítima defesa por parte do empresário. Tanto a apresentadora como o empresário foram liberados. Ana Hickmann retornou para São Paulo, onde mora. Corrêa permanece em Belo Horizonte para acompanhar o estado de saúde de Giovana, sua mulher. O marido de Ana Hickmann, Alexandre Corrêa, esteve em Belo Horizonte e voltou para São Paulo com a mulher.

Abalada. Em nota à imprensa, a apresentadora Ana Hickmann afirmou estar “profundamente abalada e triste” com o que aconteceu em Belo Horizonte. “Nunca pensei que isso poderia acontecer! Nunca pensei que o ser humano fosse capaz disso! Foi terrível! Estou profundamente abalada e triste! Só peço que todos rezem por minha cunhada para que ela se recupere logo”, afirmou a apresentadora na nota.

Na rede social Instagram, utilizando o perfil de sua mulher, Giovana, que está internada, Corrêa afirmou que o caso foi uma “aberração”. Corrêa foi chamado de herói por seu irmão, marido da apresentadora.

Estável. Giovana foi submetida a cirurgia de emergência ainda no sábado, para tratamento de lesões intestinais e vasculares produzidas pelos dois tiros que a atingiram. Ela foi baleada no abdome e no braço. 

Até a noite de ontem, a assessora estava em tratamento intensivo no Centro de Terapia Intensiva do Biocor. De acordo com o boletim médico, a assessora já respira sem ajuda de aparelhos, está lúcida, acordada, consciente e com sinais vitais estáveis, apesar de ainda estar sob riscos. 

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