Ataques a Lula dão o tom do lançamento do programa de Alckmin

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, fez do lançamento do seu programa de governo uma oportunidade para ataques ao presidente Lula e ao PT. "Não estamos enfrentando candidatura, mas uma sofisticada organização criminosa, incrustada no estado brasileiro", disse Alckmin, no discurso de lançamento de seu plano de governo, nesta quarta-feira, na Marina da Glória."Esse é um governo autoritário, como todo governo em que tem corrupção", acrescentou o tucano, para quem o PT tem mostrado que "vale tudo pelo poder: os fins justificam os meios".Alckmin disse ainda que o episódio do dossiê que estaria sendo negociado por membros do PT está interligado com todas as denúncias de corrupção de que já foi alvo o atual governo. "Hoje vivemos mais uma ação entre amigos, do que um governo da República", disse.Alckmin prometeu que fará uma auditoria em toda a máquina estatal se vier a assumir a presidência da República. "Eles vão fazer o possível e o impossível para não chegarmos lá, porque vou auditar estatal por estatal, empresa por empresa, e recuperar dinheiro roubado, que será recurso para trabalhar em benefício da população", afirmou.ValeriodutoEm entrevista após o lançamento, Alckmin voltou a afirmar que há uma interligação entre o chamado Valerioduto e o episódio do dossiê, e criticou o argumento do ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, de que as investigações são difíceis às vésperas da eleição. "Tudo no Brasil agora é depois da eleição, isso é questão de caráter, não eleitoral", disse.Alckmin foi indagado se acredita que o presidente Lula sabia das negociações em torno do dossiê e respondeu que "acho que essa é a pergunta de todos os brasileiros. Como pode o presidente da República não saber do que se passa no seu andar, no seu gabinete?", questionou.

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