Ney Douglas/EFE
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Ataques chegam a três cidades do interior do RN na madrugada

Carros oficiais e ônibus foram incendiados em João Câmara, Macau e Caicó; crimes estariam ligados à transferência de 220 presos do Sindicato do Crime

Marco Antônio Carvalho, Enviado especial de O Estado de S. Paulo

19 de janeiro de 2017 | 08h18
Atualizado 19 de janeiro de 2017 | 08h39

NATAL - Os ataques realizado por criminosos chegaram a três cidades do interior do Rio Grande do Norte durante a madrugada desta quinta-feira, 19. Depois de incendiarem 11 ônibus e um carro do governo na capital potiguar durante esta quarta-feira, 18, atos foram cometidos em Macau, a 180 quilômetros de Natal, em João Câmara, a 95 km, e em Caicó, a 250 km e onde acontece desde a noite uma rebelião na Penitenciária Estadual do Seridó. O motim não foi controlado até a manhã desta quinta - presos ocupam o teto de uma das alas do presídio.

Em João Câmara e Macau, ônibus de linha municipal e intermunicipal foram abordados, esvaziados e incendiados. Em Caicó, três carros da Secretaria Municipal de Saúde e um ônibus foram consumidos pelo fogo a partir da ação dos criminosos. Ninguém foi preso até a manhã desta quinta.

Os crimes estariam ligados à transferência realizada nesta quarta de 220 presos membros do Sindicato do Crime do RN (SDC) de Alcaçuz, em Nísia Floresta, para a Penitenciária Estadual de Parnamirim, ambas na Grande Natal.

A facção prometeu reagir à mudança com atentados nas ruas aos moldes do que já havia realizado entre julho e agosto do ano passado, quando 108 ataques aconteceram em 38 cidades.

Nesta quarta, o secretário de segurança pública, Caio César Bezerra havia informado que apura a ligação dos incêndios com a transferência de membros da facção e disse que a polícia busca os bandidos.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Natal (Seturn) informou que a circulação de ônibus nas primeiras horas da manhã desta quinta ainda ocorre de forma reduzida. Isso porque a Polícia Militar não teria acompanhado, como acordado, o veículo que circula na madrugada para buscar os funcionários para o primeiro turno de serviço. A reportagem não conseguiu contato com a corporação. Assim, a circulação só começou a ser retomada às 6 horas e por apenas uma das empresas. Não foi fornecida uma previsão para retomada completa da atividade na capital.  

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