Cyneida Correia/Estadão
Cyneida Correia/Estadão

Banhistas são atacados por piranhas em praias de Roraima

Estado já registrou mais de 40 ocorrências desde o ano passado; Defesa Civil improvisou placas de alerta sobre o perigo

Cyneida Correia, especial para o Estado

23 Outubro 2017 | 22h35

BOA VISTA  - Mais de 40 banhistas já foram alvos de ataques de piranhas em praias de água doce de Roraima desde o ano passado. Seis casos - metade dos casos registrados neste ano - aconteceram em outubro, e a Defesa Civil improvisou placas de alerta avisando para o perigo nas praias.

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Em 2017, foram 11 ataques registrados e 32 ataques em 2016.

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"Fui atacado por uma piranha que levou a ponta do meu dedo do pé. Eu estava no raso, com água um pouco acima do tornozelo. Me criei nesse rio e nunca vi ataque de piranhas por aqui", afirmou o jornalista Junior Brasil em sua rede social. "A situação é grave, pois afinal estamos falando de uma praia frequentada por muitas crianças."

O servidor público Daniel Henrique, de 46 anos, contou que estava com a família quando foi atacado. "Saí gritando da água que tinha piranha no rio. Para mim tem que interditar a praia, pois não tem placa. Eu senti a mordida e saí correndo, mas ainda morderam meu dedo perto da unha. Foi um desespero."

Já a funcionária pública Rosa Saron disse que uma criança atacada estava brincando na parte funda do rio. "Era um menino de aproximadamente 10 anos. Ele estava brincando com os colegas quando aconteceu. Logo após o ocorrido, cheguei mais perto e a mãe dele estava tentando estancar o sangue, mas não conseguia", comentou.

 

Como não foi registrada nenhuma morte, as praias não foram interditadas, segundo explicou o diretor da Defesa Civil de Boa Vista, Amarildo Gomes.

"Foram ataques de menor gravidade e, por isso, resolvemos não interditar as praias. Fizemos ações preventivas avisando sobre as piranhas, mas tivemos bastante trabalho, pois colocávamos as placas e os ambulantes nas praias retiravam com receio de perder clientes", disse Gomes.

A Defesa Civil recolheu amostras de piranhas com objetivo de identificar as causas dos ataques. Mas ainda não se sabe o fator específico.

"A principal hipótese está relacionada às condições climáticas, no período em que o rio começa a encher.  Esse seria o momento da desova desses peixes e, como forma de proteger os ovos, as piranhas atacam qualquer coisa que venha a se aproximar do local. A outra hipótese é a procura por alimentos", concluiu.

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