Ataques em Salvador fazem secretaria esvaziar bases policiais

Agentes irão às ruas para buscar responsáveis por incêndios em ônibus e ataques a módulos da PM na capital

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2009 | 08h34

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia decidiu nesta terça-feira, 8, tirar os policiais militares dos módulos de Salvador e inseri-los nas buscas pelos responsáveis pelos ataques às bases policiais e a ônibus, que ocorrem desde a madrugada de segunda-feira. Durante a noite, mais um módulo - que estava desativado há mais de seis meses - foi atacado.

 

Desta vez, em vez de metralhadoras e pistolas, os criminosos usaram pedras e dois coquetéis molotov - bomba incendiária caseira, feita com uma garrafa cheia de gasolina - para destruir a unidade. Desde a manhã de segunda, foram atacadas cinco das 81 bases da PM espalhadas pela cidade.

 

Nesta manhã, também foi registrado mais um ataque contra ônibus, desta vez no bairro de Águas Claras. Repetindo as quatro ações anteriores, os criminosos aproveitaram a parada do veículo no ponto final da linha, obrigaram passageiros, motorista e cobrador a descer do ônibus e, usando gasolina, atearam fogo ao coletivo. Ao todo, seis coletivos foram incendiados na capital baiana.

 

Segundo a polícia, os ataques de vandalismo estariam vinculados à transferência - feira na sexta-feira - do traficante Cláudio Eduardo Campanha, de Salvador, para o presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Estado do Mato Grosso do Sul. A onda de violência começou na madrugada de domingo, quando cerca de 12 homens, em três carros, atacaram com tiros de arma de fogo os postos militares do Uruguai, Ribeira, Estações Pirajá e Mussurunga. Três policiais ficaram feridos e três suspeitos morreram.

 

Segundo a PM, quatro homens atacaram os coletivos nos bairros de Alto de Coutos e Trobogi ao longo do dia. Houve vandalismo também no bairro de Alto do Cabrito, onde dois homens atearam fogo ao ônibus, e em Nordeste de Amaralina, onde o veículo ficou parcialmente destruído. No domingo, 27 pessoas foram detidas para averiguação e liberadas após depoimento, devido aos ataques aos postos militares.

 

(Com Solange Spigliatti)

 

Atualizado às 11h56 para acréscimo de informações.

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